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Segunda-feira

19 de Novembro de 2018

Conheça o Porto: Santos e os granéis sólidos

Saiba mais sobre o tipo de carga que representa quase 50% do que passa pelo Porto

Principal porto do Brasil, responsável por mais de um quarto da balança comercial, Santos opera todos os tipos de cargas. E quase 50% do que passa pelo complexo santista vêm a granel. Esse tipo de mercadoria é embarcado ou desembarcado sem um acondicionamento específico, marca ou identificação. E pode ser sólido, líquido ou gasoso.

Os granéis sólidos, os produtos mais movimentados no complexo santista, são o tema da coluna Conheça o Porto desta edição. Eles podem ser vegetais ou químicos. Entre as mercadorias vegetais transportadas dessa maneira no complexo santista, estão algumas das principais cargas exportadas pela região – açúcar, soja (grãos e farelos) e milho – e importadas – trigo e cevada. Já entre os químicos estão fertilizantes, fosfatos, sal, carvão e minério de ferro. 

Esses granéis podem ser movimentados tanto soltos – nessa situação, são usados navios específicos, denominados graneleiros – como acondicionado no interior de contêineres.

Segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária de Santos, o complexo marítimo conta com vinte terminais (portuários e retroportuários) para operações graneleiras. Juntos, eles têm capacidade de movimentar 62,3 milhões de toneladas anuais. Desse total, 28,1 milhões de toneladas são referentes a sólidos de origem vegetal e 3,6 milhões de toneladas a fertilizantes. Em 2017, os granéis sólidos representaram 49,28% do total movimentado pelo cais santista, 64 milhões das 129,86 milhões de toneladas operadas.

Neste ano, até o mês passado, o Porto escoou 49,59 milhões de toneladas de sólidos à granel, praticamente mantendo a participação desse tipo de carga (49,4%) no total do complexo, 100,39 milhões de toneladas.

Nos últimos anos, principalmente durante a pior fase da crise econômica que afetou o País desde 2015, foram as operações do agronegócio, especialmente os granéis sólidos, que evitaram uma maior queda ou mantiveram o total movimentado do cais santista – que continuou como a principal porta de embarque desses produtos no Brasil