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Quarta-feira

21 de Novembro de 2018

Dez acusados por envolvimento com o tráfico de drogas são presos em Itanhaém

Grupo teria ligação com o PCC e comercializaria no bairro Belas Artes entorpecentes trazidos de São Paulo

Seis homens e quatro mulheres acusados de envolvimento com o tráfico foram presos na manhã de quinta-feira (8), em Itanhaém. O grupo teria ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e comercializaria no bairro Belas Artes entorpecentes trazidos de São Paulo.

As capturas ocorreram durante a terceira fase da 'Operação Esplendor', realizada por agentes da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Itanhaém com o apoio de policiais militares.

Durante as investigações, foram descobertas três células da quadrilha. A primeira era responsável por trazer ao Litoral Sul os entorpecentes da Capital. A segunda se encarregava de receber as drogas e abastecer os pontos de tráfico. A terceira era composta pelos marginais que vendiam os tóxicos aos usuários.

Os dez presos ontem fazem parte da terceira célula. Sobre o elevado número de mulheres capturadas, o delegado Bruno Mateo Lázaro explicou que elas gozam de uma espécie de “imunidade penal” conferida pela legislação.

“As quadrilhas cada vez mais recrutam mulheres porque têm a falsa ideia de que elas passam despercebidas com maior facilidade nas ações policiais. Além disso, o fato é que elas fazem jus a medidas cautelares, quando são mães de filhos menores de idade. Tais cautelares substituem a prisão preventiva e as acusadas são soltas, sentindo-se impunes”, declarou Lázaro.

No dia 26 de setembro, durante a primeira fase da Esplendor, houve a prisão em flagrante de uma mulher. Procedente de São Paulo, ela foi presa em uma pousada de Itanhaém com um carregamento de drogas que trouxe da Capital. Na ocasião, também houve a apreensão de um adolescente, que foi buscar as drogas.

Um homem morador em Itanhaém, responsável por guardar os entorpecentes trazidos da Capital, foi preso em flagrante na segunda fase da operação, no dia 31 de outubro. Para identificar os integrantes da terceira célula, os investigadores se infiltraram no Belas Artes e os filmaram em atividade.