Aos 60, Kombi mantém carisma e simpatia no Brasil

Com diversos apelidos, furgão tem seguidores apaixonados e até um dia dedicado a ela

01/09/2017 - 18:00 - Atualizado em 01/09/2017 - 18:16

Velha senhora, guerreira, corujinha, jarrinha, pão de forma, kombosa e até perua. O que não faltam são apelidos para homenagear a Kombi, que completa seis décadas de existência neste sábado (2). Nomes em proliferação, assim como a paixão pelo modelo. No sistema do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP) constam 387.436 veículos registrados. 

O clássico da Volkswagen começou a ser produzido no Brasil em 1957 e deixou de ser fabricado em dezembro de 2013 (o que levou muitos às lágrimas). Se serve como alento, a marca alemã pensa em um retorno lá para 2020, com uma versão totalmente diferente, com fachada e faróis traseiros renovacdos. Chegará também com versões híbrida e elétrica. O assunto, inclusive, foi um dos temas da apresentação da Volkswagen no Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro do ano passado. 

O amor pela Kombi estabeleceu o 2 de setembro como o Dia Nacional da Kombi,por iniciativa do Sampa Kombi Clube de São Paulo. Idealizador da data e presidente do clube, Eduardo Gedrait conta que essa comemoração é uma homenagem para o veículo que sempre prestou serviço à sociedade. 

“Ela desperta uma nostalgia, principalmente para quem tem mais de 30 anos e já andou ou viu muitas delas rodando por aí”, acrescenta. 

Segundo ele, a Kombi foi o primeiro veículo a ser produzido pela Volkswagen no Brasil, antes mesmo do Fusca. Para Gedrait, essa longevidade do modelo no país se deve à popularidade e versatilidade que o carro propõe. 

“Trata-se de um veículo sem luxo nenhum, mas eficiente e de fácil manutenção, com capacidade de carga para transportar mercadorias ou pessoas”.

A produção do modelo teve início na Alemanha em 1950 e sete anos depois foram fabricadas as primeiras unidades brasileiras, em São Bernardo do Campo, com motor de 1.200 cm<MD+>3<MD>.

O modelo deixou de ser produzido devido à exigência federal, em vigor desde janeiro de 2014, de que todos os veículos fabricados desde então sejam equipados com airbag e freios ABS, itens de que a veterana não dispunha.

A última Kombi produzida em São Bernardo do Campo está no museu de veículos comerciais do Grupo Volkswagen, na cidade alemã de Hannover.


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