Caminhoneiros protestam em Santos contra aumento do óleo diesel

Categoria foi proibida pela Justiça de realizar bloqueios em áreas do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

16/05/2018 - 06:40 - Atualizado em 16/05/2018 - 17:15

Caminhoneiros realizam protesto na manhã desta quarta-feira em Santos (Foto: Carlos Nogueira/AT)

Os caminhoneiros da Baixada Santista começaram às 6h20 desta quarta-feira (16) uma manifestação em Santos. Proibida pela Justiça de realizar bloqueios no Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), a categoria se reúne na Avenida Engenheiro Augusto Barata, a cerca de 500 metros do viaduto da Alemoa, fim do trecho de concessão da concessionária Ecovias. A manifestação terminou no fim desta tarde.

Inicialmente, a ideia do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista (Sindicam) era bloquear a Via Anchieta no Km 64, principal acesso ao Porto de Santos. Como estão proibidos de paralisar o tráfego de veículos no SAI, os manifestantes orientam os caminhoneiros a não seguir viagem.

De acordo com informações do Sindicam, a adesão dos motoristas de caminhão da região foi de 100% e a ação tem como objetivo principal instruir os caminhoneiros de outras cidades a paralisarem as atividades.

O protesto é contra o aumento semanal do óleo diesel, cobrança dos eixos erguidos nos pedágios e dos valores dos fretes para a Capital. A categoria reivindica ainda aumento do frete e melhorias dos locais de parada.

Detenção

Três manifestantes, não reconhecidos pelo Sindicam como pertencentes à categoria, avançaram no trecho de concessão da Ecovias para tentar convencer alguns caminhoneiros que se dirigiam aos terminais a participarem da manifestação. 

O trio recebeu voz de prisão por desobediência de determinação judicial e foi encaminhado ao 5º DP da Cidade. 

Bloqueio proibido

O juiz Dario Gayoso Júnior, da 8ª Vara Cível de Santos, expediu liminar na terça-feira (15) para restringir a ação de manifestantes que pretendiam bloquear parcialmente os principais acessos ao Porto. Em caso de desobediência, o Sindicam estará sujeito a multa de R$ 300 mil por hora.

Na decisão, solicitada pela Ecovias, o magistrado proíbe os manifestantes de se aproximar a menos de 500 metros "dos bens, viadutos e das rodovias que integram o Sistema Anchieta-Imigrantes, bem como suas praças de pedágio, especialmente no Viaduto [da] Alemoa".

"O direito de manifestação pacífica é assegurado, mas até na medida em que não interfere na segurança e no direito dos usuários das rodovias", escreveu o juiz. "Está presente o fundado receio, caracterizado pela possibilidade de ocorrência de acidentes, depredação de bens e prática de atos de violência inclusive contra pessoas".

* Com informações de Eduardo Brandão.

Veja Mais