Sabe o que são termogênicos? Nutricionista fala sobre seus efeitos no organismo

Consumo deve ser feito de acordo com a necessidade e, principalmente, tolerância de cada indivíduo

03/03/2018 - 19:40 - Atualizado em 03/03/2018 - 19:40

Geralmente indicados para atletas amadores ou até profissionais interessados em definir os músculos, os termogênicos estão entre os produtos que fazem mais sucesso neste mercado. Porém, não são indicados para certas pessoas, como idosos acima de 65 anos, alguns que, para manter uma vida saudável, costumam procurar informações sobre tais alimentos.

Termogênicos são todos os elementos que podem promover aumento no gasto calórico, ou seja, fazer com que o organismo demande mais calorias do que seria necessário. Este processo pode acontecer por diferentes mecanismos e forma e vão desde a influência na produção de alguns hormônios até a estimulação da oxidação de lipídeos.

Cafeína presente em suplementos pode ser contraindicada a idosos (Foto: Divulgação)

Na lista de substâncias como estas existem elementos como gengibre, pimenta  e seus compostos ativos, ômega-3, citrus aurantium e vinagre de maçã. Segundo Diogo Círico, da Growth Supplements, não existe contraindicação prévia a nenhum deles, mas o consumo deve ser feito de acordo com a necessidade e principalmente tolerância de cada indivíduo.

Quando se fala em termogênicos é mais comum que venham à mente suplementos que, no Brasil, geralmente são fabricados à base de cafeína. Ela, por sua vez, pode ser contraindicada a idosos: “O fato é que muitas pessoas nessa condição possuem hipertensão, consomem medicamentos que interagem negativamente com a cafeína, entre outros fatores que desabonam o consumo desta droga por pessoas mais velhas”, diz Círico.

A cafeína pode fazer com que haja redução do cálcio ósseo, colaborando para o aparecimento de osteoporose, doença cuja parcela significativa da população idosa brasileira já convive. É por isso que alguns médicos indicam aos seus pacientes mais velhos que não tomem café - outro costume enraizado na alimentação do país.

“Cafeína ainda pode causar taquicardia e, com isso, arritmia cardíaca. Este efeito pode causar vários outros problemas na população idosa, como AVC”, finaliza o nutricionista.

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