Para reduzir suicídios, Ministério da Saúde quer capacitar profissionais

Ação faz parte de estratégia para diminuir número de casos em 10% até 2020

22/09/2017 - 20:45 - Atualizado em 22/09/2017 - 20:46

Governo quer diminuir o número de suicídios
(Foto: Shutterstock)

Para reverter o quadro de suicídios no Brasil, que somam 11 mil por ano, o Ministério da Saúde quer capacitar profissionais da área, reforçar orientações para a população e jornalistas e expandir a rede de assistência em saúde mental nas áreas de maior risco.

 

Tudo como parte de uma estratégia para reduzir o número de suicídios em 10% até 2020, atingindo a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo dados do primeiro Boletim Epidemiológico de Tentativas e Óbitos por Suicídio no Brasil, divulgados na quinta-feira (21). Entre 2011 e 2016, ocorreram 48.204 tentativas de suicídio no Brasil – estas, sem óbitos. No mesmo período, registraram-se 62.804 mortes, nas quais 79% das vítimas eram homens.

“Isso é essencial. Quem trabalha na área da Saúde sente necessidade. É preciso capacitar e sensibilizar as pessoas, A ajuda precisa ser qualificada para ser eficaz”, afirma a psicóloga Luciana Cescon.

Além de capacitar profissionais, vai estimular a orientação de cidadãos. “Esse tabu de se falar sobre o suicídio precisa ser quebrado. O problema não é falar, mas como falar”, explica Leila Heradia, representante do Centro de Valorização à Vida (CVV). 



Sem custos

 

Uma das ações previstas na estratégia é a criação de um serviço de ligação gratuito. Em parceria com o CVV, o Governo vai levar a todos os estados o número 188, que deve substituir o atual 141. 

Esse número já está em funcionamento no Rio Grande do Sul e, a partir do final deste mês, deve ser levado para outros estados. Em São Paulo, a promessa é de que até o final de março próximo seja possível contatar o CVV de graça.

“Esse é um sonho se realizando. As pessoas vão poder falar sem ter a barreira financeira”, comemora Renato Caetano, porta-voz do CVV em Santos. No Rio Grande do Sul, os atendimentos saltaram de 4.500, em setembro de 2015, para 58.800, em agosto deste ano.

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