CFM e Abem lançam novo sistema de avaliação dos cursos de Medicina

Prova deverá atingir, no primeiro ano, 20 instituições de ensino do País

30/06/2015 - 14:30 - Atualizado em 30/06/2015 - 14:30

O Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Escolas  Médicas (Abem) lançaram um novo sistema de avaliação e certificação das faculdades de Medicina, independente do exame já adotado pelo governo federal.  

A prova deverá atingir, no primeiro ano, 20 instituições de ensino do País. Elas são voluntárias, provenientes de diferentes regiões e com tipos distintos de estatutos jurídicos, tempo de existência e métodos de ensino. As primeiras provas devem ocorrer entre novembro e dezembro deste ano.  A meta é que, em 2017, todo o sistema seja implantado. 

Nesta primeira etapa, segundo o CFM, dez  cursos serão públicos e dez cursos privados. A seleção das escolas será proporcional à distribuição regional, sendo seis do Sudeste, quatro do Nordeste, quatro do Sul, três do Centro-Oeste e outros três do Norte. 

As primeiras visitas devem ocorrer entre novembro e dezembro, com expectativa de divulgação até o primeiro trimestre de 2016. Nos anos seguintes, será iniciado o processo de acreditação propriamente dito. 

Conforme o presidente do Conselho Federal de Medicina, Carlos Vital, os números atuais apontam a existência de 252 cursos no País, que, por ano, oferecem vagas para 22.778 novos estudantes. “Não tenho dúvidas de que algo consistente precisa ser feito para a sociedade não ficar a mercê de políticas de interesses menores e de influências empresariais”. 

Com o Sistema de Acreditação de Escolas Médicas (Saeme), as entidades médicas não terão o poder de fechar as faculdades Medicina, tarefa que cabe ao Ministério da Educação (MEC). O objetivo das entidades médicas é fazer com que o novo sistema seja reconhecido como parâmetro pela sociedade para atestar a qualidade dos cursos. 

”A nossa intenção é oferecer uma possibilidade de avaliação independente e transparente para as pessoas que pretendem fazer curso de medicina no Brasil. Nosso sistema levará em consideração experiências internacionais, como no Canadá, Estados Unidos, Inglaterra, com adequações à nossa realidade, e com coordenação do professor Milton Arruda (da Universidade de São Paulo-USP)”, completou Vital. 

“O Saeme era um sonho da comunidade acadêmica. Eu estou muito feliz com essa iniciativa, não só enquanto médico, professor e presidente da Abem, mas como cidadão”, declarou o presidente da Abem, Sigisfredo Luis Brenelli.

  

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