São Vicente começa a definir tarifa integrada de lotação e VLT

Reunião inicial ocorreria nesta quinta-feira, mas foi adiada por ausência de representantes da EMTU

31/05/2017 - 20:54 - Atualizado em 01/06/2017 - 17:57
Reunião inicial ocorreria nesta quarta-feira,
mas foi adiada  (Foto: Irandy Ribas/AT)

A integração das tarifas do transporte municipal de São Vicente e do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) começa a ser definida nos próximos dias. A primeira reunião sobre o futuro formato do transporte vicentino e para a elaboração do edital que definirá quem ficará responsável pelo serviço ocorreria nesta quinta-feira (1º), mas foi adiada porque representantes da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), do Governo Estadual, não poderiam comparecer nesta data.

Com média entre 15 mil e 20 mil pessoas utilizando o transporte público por dia, ou cerca de 600 mil usuários por mês, segundo estimativa da Secretaria de Trânsito e Transportes de São Vicente, a Cidade mantém o sistema de transporte alternativo, que é feito por 275 micro-ônibus.

Circulando por todos os bairros vicentinos, os veículos que formam o sistema são administrados pela Cooperlotação, que conta com sete associações. “Cada veículo tem o seu proprietário, conforme o alvará registrado. Hoje, São Vicente não tem uma empresa operando como concessionária. Este modelo atual inviabiliza a integração. Por isso, temos discutido a questão desde o início do governo do prefeito Pedro Gouvêa (PMDB)”, explica o secretário de Trânsito e Transportes, Alexandre Almeida da Costa.

O secretário destaca que a reunião será mais um passo no sentido de se instituir a integração. “A reunião contará com a presença de técnicos da EMTU, que nos tem dado subsídios para que a mudança necessária seja concretizada”.

Costa também trata dos profissionais que atuam no transporte vicentino. “Eles terão de se adaptar às regras que forem definidas, mudando a atual forma administrativa da Cooperativa, para, assim, poderem participar do futuro processo licitatório”, explica.

A Tribuna procurou representantes da Cooperlotação, mas não conseguiu o retorno até a publicação deste nota.

Pode mudar

Com a tarifa integrada, os usuários pagarão apenas um valor, que será definido com a oficialização do sistema, para utilizarem os ônibus (ou micro-ônibus, se estes vencerem a futura licitação) e o VLT.

“Ainda não temos um valor definido. Mas é certo que a integração vai facilitar o transporte e com preço bem mais acessível para os usuários”, de acordo com o secretário.

A integração existe há anos na Capital: usuários do metrô podem optar pela integração entre este serviço e ônibus ou os de metrô e trens, pela ligação do sistema da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e do Metrô com os ônibus municipais da SPTrans.

Em nota, a EMTU esclareceu que as regras para a  integração do VLT com as linhas municipais de São Vicente já estão definidas em convênio assinado com a Prefeitura. A empresa aguarda a licitação do transporte público de São Vicente e a implantação do sistema de bilhetagem para viabilizar a integração. Ao mesmo tempo está auxiliando os técnicos no processo de elaboração do edital que é de total responsabilidade daquele município.

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