Mãe cobra cirurgia em bebê de 1 ano com malformação do intestino

Menina Mariana mora em São Vicente. Operação é esperada desde o ano passado

15/05/2018 - 11:00 - Atualizado em 15/05/2018 - 11:50

Mariana nasceu com malformação do intestino que impede o seu funcionamento normal (Foto: Nirley Sena/AT)

Com um ano, a pequena Mariana já passou por vários perrengues de saúde. Mas, mesmo vencendo os desafios impostos pelo destino, a menina aguarda há meses por cirurgia. 

Três dias depois de nascer, ela foi diagnosticada com megacólon congênito, malformação do intestino que impede o seu funcionamento normal. Com isso, ela teve que passar por uma cirurgia de emergência no Hospital Guilherme Álvaro, em Santos, para colocar parte do órgão pra fora e utilizar uma bolsa para coletar as fezes.

“Logo depois, teve uma parada cardíaca. Nem as enfermeiras acreditavam que ela fosse sobreviver, mas ela foi forte e seguiu adiante”, lembra a mãe, a dona de casa Vitória Cristine de Souza Correa, de 19 anos, moradora do Jóquei Clube, em São Vicente.

Depois da alta hospitalar, a menina passou por algumas consultas e a informação médica é de que ela precisaria enfrentar mais duas cirurgias para resolver a questão do intestino e retirada definitiva da bolsa. “Falaram que ela teria que ganhar mais peso para a operação, o que aconteceu quando ela tinha 6 meses”, conta Vitoria, que desde o ano passado espera pela data da cirurgia.

Como Mariana está se desenvolvendo normalmente, agora ela começa a se mexer mais e chega a retirar a bolsa que fica colada no corpo. “Ela já não gruda direito na pele e tenho que trocar a cada 3 dias, mas nem sempre consigo retirar uma bolsa nova pelo Estado. Não tenho dinheiro para bancar isso”, afirma a mãe, beneficiária do Bolsa Família, que já pagou R$ 25,00 na unidade do produto.

Consulta agendada

Depois de a Reportagem cobrar o Governo do Estado, Vitória recebeu uma ligação agendando a consulta para sexta-feira (18). Apesar de, em nota, a Secretaria da Saúde estadual afirmar que até o momento “não houve indicação de nova cirurgia”, a consulta avaliará a necessidade de novos procedimentos. Quanto à falta de bolsas, a Secretaria de Saúde diz que não houve registro do problema.

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