Santos ganhará quatro novas rotatórias em setembro

CET da Cidade lançará campanha educativa para orientar motoristas

13/09/2018 - 15:05 - Atualizado em 13/09/2018 - 15:06

Rotatória no cruzamento das ruas Nove de Julho com Saturnino de Brito já foi implantada (Foto: Carlos Nogueira/AT)

Santos vai ganhar quatro novas rotatórias até o fim de setembro, totalizando 46 na Cidade. Para ensinar os motoristas a usá-las, a Companhia de Engenharia de Tráfego do Município (CET-Santos) lançará até o fim do ano uma campanha educativa – apontada por especialistas, motoristas e moradores como necessária há tempos.

Segundo a CET-Santos, o uso dessa alternativa ao semáforo já reduziu cerca de 65% dos acidentes nos cruzamentos que receberam a intervenção até o ano passado.

Nesta quarta-feira (12), uma minirrotatória ficou pronta na Rua Saturnino de Brito, esquina com a Rua Nove de Julho. Hoje, será entregue outra na Rua Antônio Bento de Amorim com Saturnino de Brito. Ambas no Marapé. Nos planos, estão novas rotatórias nos cruzamentos da ruas Egídio Martins e Engaguaçu, na Ponta da Praia, além das ruas Álvaro Alvim e Frei Francisco Sampaio, no Embaré.

Outra novidade é a readequação de uma minirrotatória na Ponta da Praia, entre as ruas Egídio Martins e André Vidal de Negreiros. O motivo é a Egídio Martins se tornar mão única, ainda este mês, sentido Canal 6/Canal 7.

Ajudam?

Na confluência das ruas Saturnino de Brito e Nove de Julho foram 29 ocorrências entre 2014 e 2017, incluindo um atropelamento. Destes, 13 (45% do total) tiveram vítimas. Nos primeiros sete meses deste ano houve dois acidentes.

Fabrício Piedade Lopes, de 39 anos, é engenheiro e morador do Marapé. Diz que a iniciativa é positiva, “porque reduz acidente mesmo. Pena que boa parte dos motoristas não sabe quem tem que seguir ou parar”, aponta.

Rodrigo Fidel Ramaciotti, de 38, gestor esportivo, mora no Embaré e conta que até ouve reclamação quando dá a preferência. “Antes da rotatória, a Rua Frei Francisco Sampaio era a principal. E o que vejo acontecer é o motorista chegar das transversais e ter que esperar, às vezes, um fluxo de vários carros passar, para então o trânsito no entorno ter vazão. Não há educação para dar a vez. Então, o problema é o motorista”, opina. 

Confusão comum

Rafael Alves Pedrosa, professor universitário e consultor de Mobilidade Urbana e Transporte explica que a confusão não é só de Santos, mas comum em várias partes do Brasil. Aliás, a instalação da rotatória já é uma espécie de medida paliativa para a falta de cortesia e educação no trânsito. “É uma remediação, pois geralmente é instalada onde havia acidentes”, afirma.

Augusto Muniz Campos, arquiteto e Urbanista especialista em Gestão Urbana, afirma que esses acidentes ocorrem porque as pessoas desrespeitam as regras de trânsito. “Se respeitassem a sinalização de rua, não precisaria disso. Mesmo assim, falta campanha de respeito às vias e até para aprenderem a usar rotatórias”, afirma o especialista, apontando a necessidade de revisão dos endereços de rotatórias santistas, pois há alguns semáforos muito próximos prejudicando a fluidez.

De acordo com a CET-Santos, a instalação é estudada para cruzamentos de vias com intensidade moderada de tráfego (até 500 veículos por hora na via mais movimentada) e considerável índice de acidentes, onde não se justifica um semáforo. O órgão ressalta ainda que minirrotatórias não substituem semáforos, pois cada sinalização é indicada a um tipo de via.

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