Santos está entre líderes em roubos e furtos de motos

De acordo com pesquisa, no Estado foram 9.569 roubos e furtos nos três primeiros meses de 2017

19/05/2017 - 15:00 - Atualizado em 19/05/2017 - 15:00
A cidade de Santos está sexta posição de roubo e furto de motos (Foto: Fernanda Luz/ A Tribuna)

Santos está entre as dez cidades do Estado com maior número de motos furtadas desde o início do ano. O dado faz parte de um levantamento da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap) e a empresa de rastreamento Tracker, feito com base em dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP).

De acordo com a pesquisa, em todo o Estado foram 9.569 roubos e furtos de motocicletas nos três primeiros meses de 2017. Apenas em março, foram 3.482 registros, o que representa quatro novos crimes a cada hora.

A cidade de São Paulo lidera o ranking de roubos e furtos. Nesta última categoria, Santos ocupa a sexta posição, com o registro de 2,29% das ocorrências, ficando atrás de Capital, São José do Rio Preto, Campinas, Sorocaba e Ribeirão Preto. No que se refere aos roubos, predominaram na região do ABC e nas proximidades. 

“Há uma grande incidência de roubo de motos de alta cilindrada em regiões próximas a rodovias com acesso ao Litoral e Interior do Estado, principalmente entre a cidade de São Paulo e municípios vizinhos à Capital, como a região do ABCD. Nos fins de semana e feriados, aumenta o número de eventos”, analisa o gerente de Operações do Grupo Tracker, Rodrigo Boutti.

O diretor regional do Sindicato dos Corretores de Seguros do Estado, Rogério Freeman, percebe o aumento das ocorrências em Santos. 

“No caso das motos de baixa cilindrada, o que ocorre são furtos naquelas que são deixadas nos estacionamentos regulamentados nas ruas, principalmente no Centro e no Gonzaga”, afirma ele, com base nas indenizações decorrentes de pagamentos de seguro. Para as motos maiores, o que vem ocorrendo são assaltos a mão armada”, descreve.

Freeman atribui o grande número de ocorrências na Cidade ao número de motos em circulação. “Aqui, a média de motos per capita é maior que a média nacional. Mas não dá para desprezar também as ocorrências em outros municípios da região, como Praia Grande, São Vicente, Cubatão e Guarujá”, alerta.

Mira

O período preferido dos bandidos é o noturno, mas os crimes acontecem também durante o dia. As motos mais levadas são as de baixa cilindrada, que costumam ser utilizadas para outros crimes e comercializadas em desmanches. As mais potentes são usadas pelos assaltantes como uma forma de ostentação.

Contraponto

Por meio de nota, a SSP diz que “não comenta levantamentos dos quais desconhece a metodologia” e afirma que, em março, a Baixada Santista registrou queda de 5,43% nos furtos de veículos, em comparação com o mesmo mês do ano passado, passando de 350 para 331 boletins de ocorrência registrados. Apesar de divulgar mensalmente os índices criminais, a pasta não separa as motocicletas dos roubos e furtos de veículos. 

Como medidas para combater o delito, o órgão estadual cita as operações Cavalo de Aço, em que intensifica ações preventivas nos locais com mais ocorrências, o sistema Detecta e a Lei dos Desmanches.

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