Santa Casa manterá missas diárias até o próximo dia 31

Após isso, expectativa é de que haja, pelo menos, duas celebrações católicas semanais

11/08/2017 - 21:46 - Atualizado em 11/08/2017 - 21:50

Ariovaldo Feliciano, da Santa casa, crê em
um acordo com a diocese (Foto: Nirley Sena)

As missas católicas diárias que ocorrem às 7 horas da manhã, na Capela Santa Isabel, dentro da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Santos estão garantidas até o dia 31 deste mês. Depois disso, não se sabe qual a periodicidade das celebrações, pois a diocese vai levantar possibilidades de deslocar padres para o hospital.

Por enquanto, a intenção da entidade hospitalar é de receber, ao menos, duas missas semanais, além das missas festivas por lá. Mas, a expectativa é pessoal do provedor da Santa Casa de Santos, Ariovaldo Feliciano. Ele se reuniu ontem com o bispo dom Tarcísio Scaramussa, da Diocese de Santos, para tratar do assunto. 

O bispo explica que pediu ao padre Lucas Rodrigo da Silva, da paróquia Santa Cruz, de Santos, para organizar o assunto. “Mas não entramos em detalhes sobre o funcionamento (na reunião). Acertamos que haverá continuidade da capelania mesmo não tendo capelão em tempo integral e vamos reorganizar serviços e celebrações. Teremos que distribuir a demanda para vários padres e alguns diáconos. Vamos ver a condição de atender o máximo possível”, afirmou Scaramussa, que tentará inclusive mais de duas missas por semana. 

Acordo no papel

Depois que a diocese levantar suas possibilidades, a Santa casa tem a intenção de colocar por escrito o combinado. “Vamos formalizar um acordo – não contrato, mas algo previamente combinado – para que nós então possamos fazer as missas semanais, festivas e que também siga o trabalho da Pastoral da Saúde e dos Ministros da Eucaristia”, diz Feliciano. 

Antes, havia um contrato com a Província Camiliana, que em 1989 firmava o pagamento de 14 salários mínimos (equivalente, hoje, a R$ 15 mil) mensais para manter um padre em tempo integral na capela do hospital. Esse valor foi reduzido com os anos, chegando a cerca de R$4.685,00 – que deixaram de ser pagos. Com o oferecimento de valor menor para disponibilidade total, não houve acordo e assim ocorreu a rescisão do contrato.

Segundo Feliciano, “foi explicado que a diocese não dispõe de um padre que fique disponível 24 horas. Mas, num momento que um enfermo precisar, um padre pode comparecer à Santa Casa. Vai depender da vontade de cada paciente”, explica o provedor, A solicitação deve ser feita via Ouvidoria, no 3º andar do Hospital, que será enviada à diocese para verificação de disponibilidade. 

Outras religiões

Ainda de conhecimento de poucos, é a presença de um profissional formado em Teologia para atender pacientes de outras crenças e religiões, desde outubro passado. “Quando tomei posse, era costume a Santa Casa autorizar a entrada de pessoas que vinham atender a várias religiões. E isso causava certo tumulto. Então, resolvi colocar uma pessoa responsável por isso”, explicou o provedor.

O profissional – que ainda não tem uma denominação de cargo definida, atua diariamente com a equipe de cuidados paliativos. Seu contrato é de R$ 2,2 mil/mês. Segundo o provedor, o profissional irá direto aos quartos e não usará a Capela Santa Isabel – que inclusive será revitalizada.

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