Prefeito assina licença para início das obras na entrada de Santos

Trecho é considerado hoje um dos principais gargalos logísticos regionais

24/09/2017 - 15:19 - Atualizado em 24/09/2017 - 15:23

Um dos principais gargalos é o acesso ao Porto, pela entrada de Santos (Foto: Rogério Soares/AT)

Sinal verde para a remodelação da entrada de Santos – ao menos no trecho que irá facilitar o acesso ao Porto. O prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) assinou a licença de instalação do conjunto de obras no local, sob a responsabilidade do Governo do Estado.

O documento foi pedido pela Ecovias, concessionária do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), empresa que fará as obras viárias em troca de maior duração do contrato de exploração da malha rodoviária regional.

A autorização concedida pela Prefeitura permite o imediato início das intervenções no trecho considerado um dos principais gargalos logísticos regionais. O início dos trabalhos depende apenas do aval do governador Geraldo Alckmin (PSDB), ainda sem prazo definido.

“A expectativa é que as obras comecem ainda este ano”, afirma o mandatário santista. Como contrapartida, a concessionária irá investir cerca de R$ 5,8 milhões em empreendimentos municipais.

Segundo a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), a concessionária vai realizar três intervenções: a retificação da Pista Sul da Anchieta, com interligação das vias marginais sob o novo viaduto do km 65; a construção de um acesso entre as marginais da rodovia, no Piratininga; e a implantação de uma saída no Viaduto da Alemoa, sentido Planalto.

“São obras que não fazem parte do contrato da Ecovias, mas já tiveram seus projetos executivos concluídos pela concessionária”, explica o órgão, por meio de nota. O pacote de intervenções ainda está em análise nas áreas técnicas, econômica e jurídica da Artesp para prorrogar o contrato de concessão. A duração do novo acordo de reequilíbrio contratual não foi informada.

Barbosa, contudo, sinaliza que o conjunto de obras vai preparar a região para a expansão do Porto. O prefeito diz que mais de 10 mil caminhões passam todos os dias pela entrada da Cidade, movimentando assim quase 115 mil toneladas de mercadorias. 

Procurada pela Reportagem, a Ecovias não comentou o assunto.

Caso de sucesso

O acordo é similar ao proposto pelo Palácio dos Bandeirantes para tirar do papel o entroncamento viário de Cubatão. Considerado um dos mais ambiciosos projetos da concessionária, atrás somente da duplicação da Rodovia dos Imigrantes, o projeto facilitou os acessos regionais da via Anchieta e da Rodovia Cônego Domênico Rangoni.

As obras tiveram custo de R$ 392,6 milhões e, como contrapartida, a Ecovias teve ampliado em 18 meses a concessão, com término previsto para outubro de 2025. 


Gargalo

A remodelação deve segregar caminhões dos demais veículos de passeio e resolver um dos grandes gargalos na chegada de mercadorias ao cais santista. Para solucionar o entrave, União, Estado e Município estudam há mais de quatro anos projeto para o trecho final da Via Anchieta. A parte que compete à Prefeitura já avança em duas fases de intervenções.

Ecovias irá realizar a obra, mediante extensão da concessão (Foto: Rogério Soares/AT)


Compensação inclui construir escola

As exigências pedidas pela Prefeitura para liberar a instalação das obras constam no Estudo de Impacto de Vizinhança. O termo exige uma série de medidas de ajustes durante a execução das obras, como mudança de ponto de ônibus, intervenções na drenagem das marginais e alterações no traçado das pistas.

Segundo a Prefeitura, a concessionária assinou um termo de responsabilidade de medidas compensatórias, com valores estimados em R$ 5,8 milhões. Ao todo, serão três novos equipamentos públicos. O acordo prevê a construção de uma escola municipal de Educação Infantil no Jardim São Manoel. 

A Ecovias ficará responsável pela execução do projeto, implantação e execução da obra e a instalação de equipamentos do espaço. A futura unidade vai ocupar uma área de 700 metros quadrados, dentro dos padrões exigidos para uma unidade educacional santista. A Prefeitura vai ofertar apenas o terreno, livre e licenciado.

Bom prato

A empresa também vai finalizar a construção da quarta unidade santista do programa Bom Prato, que oferece alimentação subsidiada pelo Governo Paulista. O restaurante popular ficará no Dique da Vila Gilda, oferecendo almoço a R$ 1,00. Caberá à concessionária fornecer os equipamentos e ferramentas necessárias para o funcionamento do equipamento. 

De acordo com a Prefeitura, o espaço será erguido num terreno de 1,6 mil metros quadrados, na Rua Brigadeiro Faria Lima, ao lado do Arte no Dique, no Rádio Clube. Atualmente, as obras estão na fase de fundações e superestrutura de concreto armado. 

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