Pacientes reclamam de demora em atendimento na UPA Central

Com dor de cabeça, mulher chegou às 9h30 ao local. Por volta das 13 horas, ela ainda não havia sido medicada

14/12/2017 - 16:44 - Atualizado em 14/12/2017 - 16:46

Paciente reclama de atendimento moroso na UPA
Central (Foto: Paloma Damasceno/Via Whatsapp)

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central de Santos, na Vila Belmiro, foi alvo de reclamações de pacientes nesta quinta-feira (14).

Paloma Damasceno Varzella Soares, de 24 anos, levou a irmã Carla Andressa Damasceno Fernandes, de 35, em busca de atendimento para uma forte dor de cabeça que sentia desde a noite de quarta-feira (13). Elas, que chegaram à unidade por volta das 9h30, ainda aguardavam pela medicação da irmã por volta das 13 horas. 

"Pela manhã só tinha um médico trabalhando. Ele nem olha (para o paciente), nem tira a mão do rosto para falar com a gente”, conta Paloma.

Por conta da dor forte, Carla também estava sentindo enjoo, o único sintoma que teria sido tratado pelo médico, diz a irmã. “Para o enjoo, ele passou um soro, para ser tomado no hospital mesmo. Mas está muito cheio e até agora (13 horas) ela ainda não foi medicada, porque não há vaga na sala, está lotada".

Ainda na UPA, outra paciente também reclamava da falta de atendimento. A auxiliar de enfermagem Kátia Santos de Oliveira não chegou ao local de manhã, mas sim no início da tarde (12 horas) por conta de uma torção no tornozelo. Sem poder caminhar direito, procurou a unidade de saúde. Após aguardar cerca de 45 minutos para conseguir fazer o registro necessário para o atendimento, às 13h30 ela ainda esperava a consulta com o médico de plantão.

"O atendimento na ortopedia está vazio, tem poucas pessoas na minha frente, algumas reclamando que estão esperando há duas horas pela médica, que estaria almoçando. Claro que a médica pode almoçar, mas o atendimento não deveria ser interrompido. Outros profissionais deveriam estar atendendo, é um descaso muito grande o que estão fazendo com os pacientes", reclama.

Ainda segundo a auxiliar de enfermagem, situações do tipo são recorrentes no local. "Não é a primeira nem a segunda vez (que esse tipo de coisa ocorre), os funcionários são mal educados, destratam a gente, não dão informação".

"Não procede"

Em nota, a Fundação do ABC, mantenedora da UPA, afirma que a unidade funcionava normalmente nesta quinta-feira (14), "com equipes assistenciais completas" e "100% de seu efetivo", sendo cinco médicos clínicos, dois pediatras e um ortopedista, além de dentista e da equipe de enfermagem.

Com relação à demora para o atendimento, a Fundação afirma ainda que a informação "não procede". "Por volta das 14 horas, o tempo máximo de espera para consulta e na sala de medicação estava em cerca de 35 minutos", diz a nota.

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