Obras para conter erosão na Ponta da Praia começam nesta quarta-feira

Sacos produzidos com tecido geotêxtil farão uma barreira artificial submersa para diminuir as ressacas

02/01/2018 - 21:13 - Atualizado em 02/01/2018 - 21:54

Secretário Júlio Eduardo e prefeito Paulo Alexandre
 analisam projeto (Foto: Foto: Irandy Ribas /AT)

Começa nesta quarta-feira (3) a obra para minimizar a erosão e os danos causados pelas ressacas na Ponta da Praia, em Santos. Segundo o prefeito de Santos Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), o trabalho deve durar 40 dias. "Amanhã,  começam o isolamento, quebras de muretas e o preenchimento dos bags". 

Paulo Alexandre explicou que a partir da próxima semana os bags começam a ser colocados no mar. "É importante lembrar que o trabalho está sendo feito nesta época do ano por conta da janela meteorológica, que vai de dezembro a janeiro. Há um tempo depois da locação desses bags no mar, para que eles possam assentar e depois diminuir o impacto das ondas no período de maior incidência de ressaca, que deve ser a partir de abril". 

Isolamento

Devido ao início das obras, o local será isolado. Ou seja, por segurança,  não será permitido a entrada de moradores e turistas na faixa de areia.  Com relação aos ambulantes,  eles serão transferidos para outra faixa de areia. "Eles vão continuar o trabalho na alta temporada", garantiu o prefeito. 

Local será isolado por segurança e para preservar os moradores e turistas (Foto: Irandy Ribas /AT)

Como será

Serão montadas duas estruturas submersas: uma a partir da mureta da orla, na altura da Rua Afonso Celso de Paula Lima, que segue mar adentro por 275 metros, e outra paralela ao muro, em direção ao Canal 6, com 240 metros de extensão.

Ernesto Tabuchi, engenheiro da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), explicou que para o preenchimento dos bags serão necessários sete mil metros cúbicos de areia, material que já começou a ser retirado do Canal 2 e depositado no trecho entre o Canal 6 e o Aquário. 

A obra custará R$ 2,9 milhões, recurso liberado pelo Ministério Público Estadual (MPE) e que é resultado de multa ambiental por acidente ocorrido no Porto de Santos. O valor já está depositado no Fundo Municipal de Meio Ambiente e definido para este fim.

O projeto é embasado em nota técnica desenvolvida pelos professores Tiago Zenker Gireli e Patrícia Dalsoglio Garcia, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e que foi disponibilizada para a Prefeitura por intermédio de convênio sem custos para a Administração.

Por se tratar de modelo físico montado em tamanho real e no local, além de reduzir a energia das ondas, também servirá para ampliar conhecimentos que indicarão intervenções definitivas para conter o processo erosivo acentuado nos últimos anos.

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