Moradores do Boqueirão, em Santos, vivem clima de insegurança

Roubo seguido de sequestro ocorreu no bairro. População reclama de insegurança nas ruas e pede maior policiamento

10/08/2018 - 14:30 - Atualizado em 10/08/2018 - 14:34

Casa na Rua Dr. Acácio Nogueira, no Boqueirão, foi alvo de bandidos armados  (Foto: Vanessa Rodrigues/AT)

O roubo seguido de sequestro que ocorreu na quarta-feira (8) no Boqueirão, em Santos, deixou chocados e ainda mais preocupados os moradores do bairro. Eles reclamam da insegurança nas ruas e pedem maior policiamento. De dia, as vias do bairro, que é predominantemente residencial, são bastante movimentadas. De noite, porém, ruas como a Dr. Acácio Nogueira, onde está a residência assaltada, ficam vazias e livres para os criminosos.

“Com esse acontecimento, agora a gente fica meio cabreiro”. disse o garçom Pedro Alves de Andrade, de 68 anos, que vai andando para o trabalho, na Avenida Ana Costa. Ele contou que uma filha já chegou a ser assaltada em uma rua do Boqueirão, de dia mesmo. O genro também caiu nas mãos de bandidos, em uma noite.

Segundo a arquiteta Valéria Serápicos, de 51 anos, a Rua Dr. Acácio Nogueira é muito vazia à noite. “É uma rua pequena e escura”. 

Moradora da via, a farmacêutica Maria de Lourdes Paixão, de 70 anos, concorda: “Não se vê ninguém andando por aqui à noite. Eu acho que aumentou bem a violência. Eu já tive uma correntinha arrancada na esquina. Um cara passou de bicicleta”.

O aposentado Nelson Gonçalves, de 83 anos, contou nunca ter sofrido assaltos por ali, mas admitiu que os moradores da região caminham com receio pelas ruas. “Isso é por falta de segurança. Deveria ter mais policiamento”.

Também moradora do Boqueirão, a aposentada Myriam D’Ávila de Oliveira, de 80 anos, disse que, “de uns tempos pra cá, a gente está saindo mais temerosa de casa”.

“Eu saio para dar uma volta com meu cachorro de manhã e à tarde. Se fosse de noite, eu não iria. Quando é de noite, minha filha desce, atravessa a rua para o cachorro fazer xixi e volta”.

Sem resposta

A Reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Polícia Militar na tarde de ontem para pedir um posicionamento, mas não recebeu resposta até a publicação deste texto.

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