Deck do Pescador terá que ser demolido, diz Prefeitura

Estrutura foi seriamente atingida pela ressaca do domingo (21), em Santos

23/08/2016 - 10:47 - Atualizado em 23/08/2016 - 10:52

Seriamente atingido pela ressaca de domingo (21), o Deck do Pescador, na Ponta da Praia, em Santos, terá que ser demolido.

Segundo a Prefeitura de Santos, a ressaca comprometeu sua estrutura. A intenção é que o novo equipamento seja construído de forma a sofrer menos a ação da maré.

''Já conversei com o governador (Geraldo Alckmin) e vamos ter uma parceria com IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) para fazer o cálculo, porque o que foi feito foi há 15 anos”, disse o prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) definiu o futuro do equipamento.

Parte da estrutura do deck veio abaixo, levado pela força da água no domingo. Foto: Carlos Nogueira

O local teve de ser novamente interditado. O cenário permanece de devastação: tábuas levantadas e corrimãos de metal retorcidos. O mais grave, no entanto, foi um pedaço da estrutura, arrancado com a força da água.

“O pior foi o deck. Foi onde a avaria foi mais significativa”, avaliou o secretario de Serviços Públicos de Santos, Carlos Alberto Tavares Russo.

A lanchonete que funcionava no local perdeu praticamente todos os alimentos e equipamentos. As ondas, superiores a dois metros de altura, entortaram a porta de ferro e invadiram o local.

A Prefeitura, entretanto, ainda não tem previsão para o início da obra, nem sabe o custo para executá-la. O deck foi reaberto à população no mês passado, após ter sido destruído em uma ressaca, em abril.

Como já havia ocorrido na ressaca de abril, as muretas na Ponta da Praia foram mais uma vez destruídas. Diversos pedaços de concreto foram arrancados e ficaram espalhados pela calçada.  

“Vamos construir muretas de concreto armado (mais resistentes). Antes, elas eram de alvenaria e estamos tentando deixá-las mais fortes para suportar a pressão da água”, disse o secretário de Serviços Púbicos.

A água levou embora também as rochas colocadas ao longo da orla para diminuir o impacto das ondas na costa. Uma delas, de duas toneladas, de acordo com a Prefeitura, estava no meio da Avenida Saldanha da Gama. Foram usadas 23 máquinas para recolocá-las no lugar. 

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