Com doses limitadas, santistas voltam para casa sem vacinação contra a febre amarela

Na unidade da Vila Matias foram distribuídas apenas 200 senhas. Quem chegou depois, teve de voltar para casa

18/01/2018 - 17:36 - Atualizado em 18/01/2018 - 17:48

Santistas enfrentaram longas filas e alta temperatura
(Foto: Carlos Nogueira/AT)

Mais uma vez, os santistas correram para as policlínicas e enfrentaram longas filas para tomar a vacina contra a febre amarela. Nesta quinta-feira (18), muita gente voltou para casa sem conseguir ser imunizado, porque as unidades de saúde tinham número limitado de doses.

Eram 4 horas quando a dona de casa Maria Cleusa de Oliveira, de 54 anos, chegou a policlínica da Aparecida. Como o portão ainda estava fechado, ela ficou de pé na calçada. Às 11 horas, como já estava marcado pela Prefeitura, a vacinação começou e ela foi a primeira a ser atendida no local.

“Tem que proteger meus netinhos. Por eles faço qualquer coisa”, justifica Maria Cleusa, que guardou lugar para os dois netos pequenos.

Foram distribuídas 350 senhas para quem estavam na fila, que dava a volta no quarteirão. Todo mundo esperou de baixo de sol forte, a uma temperatura que beirava os 40 graus.

Antes do trabalho começar, uma funcionária do posto perguntou, de um por um, se todas as crianças estavam com a carteirinha e se as pessoas com mais de 60 anos já tinham pego autorização médica.

Na unidade da Vila Matias foram distribuídas apenas 200 senhas. Quem chegou depois, teve de voltar para casa. As portas só foram abertas às 9 horas.

“Teve um monte de gente que foi embora. O pessoal saiu reclamando, né”, conta a aposentada Maria Helena Amorim. Ela e a família chegaram no lugar às 7h40 e receberam as últimas senhas do dia. 

Os irmãos Enzo e Érico Pulga, de 16 e 18 anos, chegaram ao posto às 7h20. Muita gente passou de carro pra saber se ainda tinha senha e foi embora”, relata Enzo. “A gente vai viajar para o Rio e é uma área de risco”, justifica Érico.

Na Ponta da Praia, a vacinação só começou às 16 horas. Para garantir que a neta fosse vacinada, o vigilante Mário da Silva chegou ao local às 9 horas e esperou sentando em um banquinho que trouxe de casa.

“Eu já tomei a minha ontem (terça). Agora, tô ficando pra ela. Vão trazer ela mais tarde pra cá”, diz ele.

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