Casos de dengue caem 98% em Santos neste ano

A Cidade teve apenas seis registros de dengue entre 1º de janeiro o último dia 15

20/03/2017 - 17:30 - Atualizado em 20/03/2017 - 17:30

Contrariando a tendência do verão, que termina hoje, o número de casos de dengue, zika e chikungunya caiu nos dois primeiros meses e meio deste ano, em relação a 2016.

A Cidade teve apenas seis registros de dengue entre 1º de janeiro o último dia 15, ante 285 no mesmo período do ano passado — queda de quase 98%, segundo a Secretaria de Saúde do Município.

E, enquanto em 2016 a Prefeitura contabilizava dois casos de zika e 11 de chikungunya no período, neste ano há apenas um da primeira doença e nenhum da segunda.

Razões

O médico Evaldo Stanislau, infectologista do Hospital Ana Costa, pensa que as estratégias adotadas pelas autoridades sanitárias têm dado resultado.

Segundo ele, no que se refere à dengue, há períodos de grande atividade, com epidemias intensas e, depois, uma relativa calmaria.

Outra possibilidade é a de que muitos moradores já tenham sido expostos aos sorotipos do vírus da dengue. “Quando a pessoa teve a doença, acaba sendo como uma vacina: se o mosquito a picar novamente, ela não pega”, observa o médico.

Em relação à zika, ele explica que a doença costuma causar problemas e, depois, desaparecer. Para Stanislau, a surpresa deste ano foi a baixa prevalência dos casos de chikungunya. “Era esperado que no Sudeste, neste ano, a gente tivesse uma explosão”. 

As doenças são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, mas ele só repassa vírus se picar alguém infectado.

A chefe do Departamento Municipal de Vigilância em Saúde, Ana Paula Valeiras, reforça que “ações de prevenção são ininterruptas o ano todo”.

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