Após quase dois meses interditada, Higher Club reabre com autorização da Justiça

Segundo o magistrado, donos apresentaram documentos regularizados junto à Prefeitura

11/09/2018 - 15:40 - Atualizado em 11/09/2018 - 15:46

Casa noturna estava interditada desde o dia 19 de julho (Foto: Irandy Ribas/AT)

A Justiça autorizou a reabertura da Higher Club, uma das três casas noturnas de Santos que foram interditadas em 19 de julho por decisão do juiz da 4ª Vara Cível, Frederico dos Santos Messias. Elas foram impedidas de abrir as portas porque não tinham o alvará de funcionamento ou o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).

 

Segundo o magistrado, a nova decisão foi tomada porque os responsáveis pela Higher, localizada na Rua José Ricardo, 35, no Centro, apresentaram os documentos já devidamente regularizados junto à Prefeitura. 

No último dia 21, o funcionamento da Pink Elephant (Rua Senador Feijó, 557, Vila Mathias) também havia sido liberado pelo juiz, já que a casa tomou as providências necessárias para a legalização. Apenas a Cats Music (Rua do Comércio, 109, Centro) continua interditada.

A decisão de Messias teve como base ação de autoria do promotor da Vara da Infância e da Juventude, Carlos Alberto Carmello Júnior, iniciada em 2015 e motivada por denúncias de que casas noturnas da Cidade eram frequentadas por menores de idade. 

A Promotoria chegou a solicitar reiteradas vezes os documentos necessários para os estabelecimentos funcionarem com segurança. Como nenhuma das danceterias estava regular, o juiz determinou o encerramento temporário das atividades, mas as casas noturnas descumpriram a ordem judicial.

O magistrado ordenou em 26 de julho, então, que a Prefeitura erguesse muros nas portas das casas noturnas para impedir a entrada de qualquer pessoa, bem como que CPFL e Sabesp interrompessem o fornecimento de energia e água.

Com a liberação, os muros foram derrubados e o restabelecimento dos dois serviços já foi autorizado. 

“Nós já tínhamos o AVS (licença provisória), mas o juiz não havia entendido como válido, então tiramos o definitivo. Isso nos causou um transtorno enorme, se demorasse mais duas semanas eu não conseguiria abrir mais, não teria fôlego para isso”, afirmou David Gonzaga de Queiroz Filho, proprietário da Higher.

No período em que esteve murada, a casa noturna chegou a ser invadida e teve diversos objetos furtados, como câmeras de segurança, refletores de luz e fiação elétrica.

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