"Não respinga nada aqui", garante Cuca sobre crise política no Santos

Treinador garante que elenco está alheio a situação envolvendo presidente e vice do Peixe

14/09/2018 - 17:32 - Atualizado em 14/09/2018 - 17:41

Cuca descartou acumular funções de técnico e dirigente no Santos (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Principal responsável pela recuperação do Santos no Campeonato Brasileiro, o técnico Cuca, além de se preocupar com todas as questões táticas de campo e com o ambiente do vestiário, tem atuado como um verdadeiro para-raios e, desta forma, impedido que toda a crise política do clube, entre o presidente José Carlos Peres e o vice Orlando Rollo, atrapalhe o desempenho do time durante os jogos.

As multifunções de Cuca neste um mês e meio de Vila Belmiro transformaram-se nas únicas unanimidades entre presidente, vice e torcida. Apesar de estar se desdobrando para manter o foco do elenco no futebol em meio a toda a crise administrativa, o treinador afirma que a situação extracampo não lhe tem causado qualquer problema.

"Não vejo situação crítica. Como o presidente falou para eu cuidar do campo, estou cuidando. Está ótimo o clima. Espero que o melhor aconteça, porque ficaremos ainda mais fortes. É um sentimento que todos os  santistas tem. Perdemos o Ricardo (Gomes), faz falta, é um cara do bem e maravilhoso, mas não temos janela de contratação agora. As coisas ficam mais tranquilas e estabilizadas. Estamos alheios e não respinga nada aqui. Não tem fator política no meio", disse o treinador.

Debaixo do nosso nariz

Sem poder contar com Ricardo Gomes desde a semana passada, o Santos busca um novo executivo de futebol. O presidente José Carlos Peres já adiantou que o novo profissional será alguém identificado com o clube e contratado após o aval de Cuca.

Questionado sobre o assunto, o treinador se mostrou lisonjeado com a intenção do mandatário e afirmou que irá conversar com o presidente, "pois, às vezes, a solução está embaixo do próprio nariz".

Indagado se a solução para o cargo seria colocá-lo na função acumulando as duas obrigações, o técnico foi taxativo: "Não aceito de jeito nenhum. Sou treinador. Quem sabe mais tarde. Hoje não".

Sobre o futuro executivo de futebol, Cuca não quis revelar se o seu nome preferido é alguém que já esteja dentro do clube. "Vamos deixar assim. Não podemos falar nada por enquanto".

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