Resultados, decepção pós-Copa e "futura turbulência" derrubam Jair no Santos

Presidente do Santos também assumiu decisão pela demissão do treinador

23/07/2018 - 16:40 - Atualizado em 23/07/2018 - 18:57

Peres disse que pressão da torcida do Santos era
grande (Foto: Vanessa Rodrigues/AT)

O presidente do Santos, José Carlos Peres, afirmou que foi sua a decisão de demitir Jair Ventura. O mandatário disse que fez força para mantê-lo, mas que preferiu desligá-lo para evitar futuras turbulências. O dirigente declarou que os maus resultados da equipe e o desempenho pós-Copa do Mundo pesaram para a queda do treinador, que foi anunciada nesta segunda-feira (23).

"A nossa expectativa era grande para o retorno do Brasileirão. Seria a retomada. Mas percebemos que o time não engrenou e chegamos à conclusão em fazer a modificação. Tentei segurar o Jair pelo maior tempo possível no Santos. Só que chegou momento em que nos deparamos com uma decisão: ou paramos agora, ou vamos enfrentar mais turbulência pela frente. Decidimos pela não permanência do Jair. Futebol exige resultado. Não estavam bons", declarou Peres em entrevista coletiva.

O Santos fez quatro jogos após a Copa, sendo dois amistosos no México e mais dois duelos pelo Brasileirão. Foram três empates, com Palmeiras, Chapecoense e o mexicano Querétaro, além de uma derrota, para o Monterrey.

Pressão da torcida

Antes da parada para a Copa do Mundo, a torcida já pedia a queda de Jair Ventura. Exemplo disso foi o vandalismo praticado após derrota por 5 a 1 para o Grêmio, pelo Brasileirão.

O mandatário do Santos reconheceu que os torcedores fizeram muita pressão, mas disse que isso não foi levado em conta na hora de demitir o ex-comandante. "A torcida fez grande pressão. Não foi por isso (que o mandamos embora), porque fazemos nossa análise. O melhor caminho era o Jair seguir a vida, e a gente seguir do lado de cá com o Santos".

Ricardo Gomes

Peres também tratou de assegurar que Ricardo Gomes não teve participação na queda de Jair. O executivo de futebol está há pouco mais de um mês no cargo.

"Ricardo está conosco há três semanas (ele foi apresentado em 21 de junho). Assumi a posição, porque isso vinha sendo estudado há algum tempo, em função do desempenho. Essa decisão foi minha, preservando o Ricardo, que está chegando agora", declarou o presidente do Santos, que elogiou muito o antigo treinador. "É jovem e tem um futuro muito grande".

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