Hóspede do CT, Cuca anda de moto em Santos e bate bola na praia

Treinador já cogita alugar um apartamento para ter um lugar seu e receber familiares

12/10/2018 - 10:00 - Atualizado em 12/10/2018 - 10:00

Desde que chegou ao Santos, técnico Cuca mora no hotel do CT Rei Pelé (Foto: Nirley Sena/A Tribuna)

Contratado pelo Santos há pouco mais de dois meses, Cuca pegou rápido o estilo de vida dos moradores da Cidade. Hospedado no hotel do CT Rei Pelé desde que chegou, o treinador recebeu a Reportagem de A Tribuna na última quarta-feira (10) e mostrou que se sente à vontade em Santos. Apaixonado por motos, o técnico, sempre que pode, monta na sua Harley-Davidson, que trouxe de Curitiba, dirigindo em um viagem de cinco horas, e sai a passeio pelas ruas da Cidade.

Como bom santista, Cuca separa um dia da semana para jogar bola na praia. As peladas são disputadas nas areias do Canal 6, na Aparecida, com um grupo de amigos que o treinador fez enquanto passeava.

"O pessoal se reúne sempre às segundas, quartas e sextas-feiras. É bem cedo. Hoje mesmo joguei bola na praia. Lá num pedacinho de areia do Canal 6. Conheci eles lá mesmo. O problema é que precisei parar por causa de uma bolha. O pessoal está acostumado. É descalço. Já estão com uns cascos nos pés. Eu não. Mas é gostoso. Fui de moto até lá, dormi um pouco depois que cheguei, almocei e já está quase na hora do treino", diz o técnico.

Se nas ruas Cuca já está à vontade, dentro do hotel o treinador, que atuou no Santos em 1993 como jogador e teve rápida passagem como técnico em 2008, também se sente confortável.

A convivência diária com as funcionárias já fez o técnico criar intimidade para brincadeiras. E uma das preferidas de Cuca é assustar as camareiras do hotel. Ao passar pela porta aberta do quarto das funcionárias, o treinador diminui o passo e, na ponta dos pés, invade o cômodo com um grito. "Elas tremem, mas não dão o braço a torcer. Só dizem: 'nem assustou'", brinca.

Cuca se derrete pela netinha Eloah (Foto: Nirley Sena/AT)

No seu quarto, as rotinas variam entre descansar admirando a foto da netinha Eloah, de apenas 1 ano, e assistir às partidas de futebol que passam na TV. "Estou sempre vendo os jogos do Brasileirão, descansando e trabalhando. Às vezes, quando sinto fome à noite, subo na minha moto e saio para comer algo. Me escondo dentro do capacete e vou por aí".

Apesar de toda a adaptação no hotel, Cuca não pretende morar no CT por muito tempo. O treinador já cogita alugar um apartamento para ter um lugar seu e receber familiares. "Não vou ficar morando aqui o tempo todo. Para o ano que vem, quero ter o meu apartamento. Aí, quando a minha família não estiver em Santos, venho para o hotel. Ainda não sei se eles (familiares) vão vir definitivamente. A minha esposa quer ficar cuidando das filhas, tem os estudos delas, o trabalho e os maridos. Devem vir mais para visitar mesmo".

Fora do quarto, o lugar preferido de Cuca no CT é a capela. Enquanto conversa com a Reportagem caminhando pelas dependências do complexo santista, o treinador faz questão de entrar no santuário para uma rápida oração. "Toda vez que passo por aqui eu preciso entrar", diz o técnico.

Um outro espaço que o treinador faz questão de mostrar é o local que virá a receber um refeitório. A área, hoje desocupada, fica atrás da piscina do CT. A ideia de montar um local para que os jogadores possam fazer um rápido lanche ou tomar uma vitamina é do próprio técnico e bem vista pelo presidente José Carlos Peres.

"Não é uma lanchonete com hambúrgueres à venda. É um refeitório. Podemos ter uma funcionária para bater uma vitamina ou montar um lanche para os jogadores antes ou depois dos treinos. Tudo aqui nesse espaço".

Religioso, Cuca tem a capela como um dos pontos favoritos no CT Rei Pelé (Foto: Nirley Sena/A Tribuna)

Missão cumprida

Responsável direto por mudar completamente a postura e a ambição do Peixe no campeonato, Cuca entende que já cumpriu com a sua missão neste ano. O técnico quer e vai trabalhar para conquistar uma vaga na Libertadores. Porém, revela que foi contratado para tirar o time da zona de rebaixamento.

"Fui procurado porque o time estava em 17º lugar. Eu vim porque não sou burro para futebol. Avaliei, vi que era um elenco bom e que não era para estar naquele lugar. Mas é lógico. Precisava chegar, colocar o meu trabalho, esperar a aceitação dos jogadores para que depois viessem os resultados. Mas vieram bem mais rapidamente do que pensávamos. No começo, todo mundo falava que tínhamos que sair da Libertadores, da Copa do Brasil e cuidar do Brasileiro porque nós (Santos) nunca havíamos caído. Nós estamos a dez rodadas do final do campeonato e praticamente com risco zero de rebaixamento".

Neste sábado (13), o Santos, sétimo colocado do Brasileiro, enfrenta o Corinthians no Pacaembu, às 19 horas.

Técnico analisou que resultados no Santos vieram mais rápido do que pensava (Foto: Nirley Sena/AT)

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