Ex-integrantes da comissão do Santos desconhecem motivo das demissões

Saída de dois fisioterapeutas e uma psicóloga pegou jogadores de surpresa

07/03/2018 - 21:54 - Atualizado em 08/03/2018 - 14:16

Pierin (à dir.) cita comoção entre atletas do Santos
após demissões (Foto: Ricardo Saibun/Santos FC)

A demissão de dois fisioterapeutas e uma psicóloga, que trabalhavam com o elenco principal do Santos, pegou atletas e comissão técnica de surpresa. A Tribuna On-line apurou que muitos deles ficaram chateados e foram se despedir dos profissionais. A decisão foi do presidente José Carlos Peres e tem a ver com Bruno Henrique.

Segundo os profissionais, eles estavam trabalhando e simplesmente foram informados que deveriam se dirigir ao RH (Recursos Humanos). 

“Me desloquei até o departamento e fui comunicado da decisão”, disse o fisioterapeuta Diego Guietti. “Acho que, depois de nove anos dedicados ao clube, deveria saber o motivo”, completou ele.

O também fisioterapeuta Tom Pierin também afirmou que não houve nenhuma justificativa. “A gente foi se despedir e realmente houve uma comoção dos atletas. Todos foram pegos de surpresa tanto comissão técnica quanto a gerência de futebol”, revelou.

Pierin, entretanto, fez questão de enfatizar que só tem a agradecer ao clube pelo aprendizado. Assim como Guietti, ele também trabalhou no Santos por nove anos e conviveu com diversos presidentes. 

Os dois afirmaram, ainda, que não sabem se a diretoria tem intenção de reformular totalmente o departamento médico do clube. A psicóloga Juliane Fechio não quis comentar o assunto.

Real motivo

A Reportagem apurou que a decisão foi tomada exclusivamente pelo presidente José Carlos Peres, sem consultar a comissão técnica. Outros profissionais do departamento médico estão na mira. 

O motivo da ‘limpa’ seria dar uma resposta ao Comitê de Gestão, que está insatisfeito com a demora para recuperar Bruno Henrique. 

O atacante teve uma lesão no olho direito ao tomar uma bolada, na primeira rodada do Estadual, em 17 de janeiro, em Lins.

Esta semana, o jogador voltou a treinar com bola, mas ainda não pode ter contato físico com os companheiros e, por isso, não participa dos coletivos. Não há previsão de volta.

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