Em meio à crise política, Cuca leva Santos a seu melhor momento no ano

Treinador tem se desdobrado para impedir que situação atinja os jogadores do elenco

13/09/2018 - 17:51 - Atualizado em 13/09/2018 - 18:00

Cuca já pediu união em relação a situação política do Santos (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Enquanto a Vila Belmiro pega fogo com a guerra política envolvendo o presidente José Carlos Peres e o vice-presidente Orlando Rollo, o técnico Cuca se desdobra em campo e nos vestiários para impedir que faíscas desse confronto atinjam os jogadores do Santos. No comando do Peixe há um mês e meio, o treinador tirou o time do zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, o levou para o oitavo lugar e já faz o torcedor se encher de expectativa com o melhor momento da equipe na temporada. Tudo isso como se clube estivesse na mais santa paz.

Mas paz é algo que o Santos ainda não encontrou neste ano. Principalmente nessas últimas semanas. Desde que assinou com o Peixe, Cuca já viu Ricardo Gomes, que exercia a função de executivo de futebol, pedir demissão para assumir a função de manager no Bordeaux, da França, o Conselho Deliberativo aprovar os pareceres da Comissão de Inquérito e Sindicância (CIS) para o impeachment de Peres e, por último, o mandatário alvinegro e o seu vice declararem abertamente confronto pelo poder.

Acumulando funções de técnico e bombeiro, o treinador conquistou o elenco e impediu que os reflexos da crise afetassem o desempenho da equipe. Não por acaso, o trabalho de Cuca  é rotineiramente elogiado pelos atletas do elenco. O zagueiro Gustavo Henrique enxerga a bagagem profissional do técnico como fundamental para a recuperação em campo.

“É um treinador que tem muita bagagem. Conquistou o grupo e chegou com uma filosofia totalmente diferente da usada pelo Jair (Ventura, demitido em julho deste ano). O Jair é um grande profissional, mas cada um tem seu estilo. O Cuca conseguiu impor as suas ideias na base da conversa, pois não tivemos tempo para trabalhar”.

O próprio treinador já revelou que as turbulências extracampo não têm atrapalhado o seu trabalho. Entretanto, deixou claro que gostaria de ver o clube todo mundo remando para o mesmo lado que ele e os seus atletas. “Não tem atingido a gente, mas quero ver um Santos só. Sem um favorável a isso e outro desfavorável àquilo. Temos que ser um só. Se formos únicos, juntos, aliados e firmes ficaremos muito mais fortes. Temos todos que pensar no Santos”, comentou o comandante.

Tags:
Veja Mais