Destaque no Santos, Vanderlei ainda sonha com Seleção Brasileira

Goleiro do Peixe acredita que está no caminho certo para ser lembrado por Tite

19/02/2018 - 22:47 - Atualizado em 20/02/2018 - 10:00

Camisa 1 do Santos explica como é jogar na altitude
(Foto: Irandy Ribas/AT)

Vanderlei raramente dá entrevistas. Há quem diga que essa timidez é o motivo para ele não estar na Seleção Brasileira. Nesta segunda-feira (19), o goleiro do Santos chamou os jornalistas para falar das luvas que irá usar, mas falou de tudo. Libertadores, Jair Ventura e Tite foram alguns dos assuntos.

Embora o tema já tenha sido debatido inúmeras vezes, toda vez que Vanderlei é decisivo em uma partida — como foi contra o São Paulo — questiona-se por que ele não é convocado para a Seleção Brasileira.

O goleiro do Santos acha que está no caminho certo para que isso aconteça. “Você não tem que mudar o que vem fazendo. Acho que minha carreira, graças a Deus, tem sido bem regular, tenho conseguido fazer um bom trabalho no decorrer dos anos. E se tiver uma convocação vou ficar bem feliz, mas senão o trabalho continua”, diz ele, com tranquilidade.

Timidez

Vanderlei garante que não é tímido para dar entrevistas. Nesta segunda, ele atendeu canais de TV, entrou ao vivo, e respondeu inúmeras perguntas, sem nenhuma restrição.

O evento foi convocado pela assessoria do jogador para anunciar a parceria do goleiro com a marca Poker (válida por dois anos), responsável pelo fornecimento de suas luvas.

“Eu acho que tem que ser uma pauta legal, tem que ser bacana. Eu só não gosto de ficar o tempo todo falando. Eu acho que a gente fica sendo bem repetitivo”. 

Libertadores

No dia 1º de março, o Santos estreia na Libertadores contra o Real Garcilaso, no Peru. O Peixe está no grupo 6, que tem também Estudiantes e mais um time que ainda será definido. A partida será disputada em Cusco, a 3,4 mil metros de altitude. 

Vanderlei, que jogou na Bolívia (3,6 mil metros), no ano passado, diz que durante o aquecimento já falta o ar. 

“Quem não foi lá, acha que é exagero”, garante. “A gente vai, também, procurar estudar o adversário, que a gente conhece bem pouco. A gente ficou sabendo que é um gramado sintético e isso vai dificultar um pouquinho mais”, completa.

O mais complicado, na opinião dele, é a velocidade da bola. “A gente chegou pra aquecer com o Arzul (preparador de goleiros), quando a gente pensava, a bola já tinha passado”, lembrou ele, se referindo ao jogo contra o The Strongest, disputado em La Paz.

Jair Ventura

Muito acionado para jogar com os pés no clássico contra o São Paulo, Vanderlei diz que essa forma de atuar é uma herança dos tempos de Dorival, mas também muito incentivada por Jair.

“Isso é muito do treinador de dar confiança para você e óbvio que você trabalha no dia a dia. O Arzul trabalha muito isso. O Jair também coloca a gente para participar de alguns trabalhos com os jogadores para dar uma habilidade a mais”.

Ao ser questionado sobre posicionamento tático das equipes, ele se mostrou conhecedor de como os times atuam na Europa.

Sobre o trabalho com Jair Ventura, Vanderlei destaca a simplicidade do novo técnico.

“É uma característica dele de conversar com o jogador, sentir o que o jogador está pensando e também passar o que ele quer. A gente sabe que ele precisa disso, porque está chegando agora no Santos”, concluiu.

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