Alison conquista espaço no Santos como ‘rei dos desarmes’

"Cão de guarda" do Peixe se tornou titular incontestável no time de Jair Ventura

13/03/2018 - 09:37 - Atualizado em 13/03/2018 - 09:54

Alison é chamado de "cão de guarda" por torcedores e colegas (Foto: Nirley Sena/AT)

Alison é hoje titular absoluto no time de Jair Ventura. Adorado pelos torcedores que o apelidaram de cão de guarda, pelo seu poder de marcação, o volante, cria da base do Santos, acredita que vive sua melhor fase.

“Cada treino, cada jogo, cada ano que passa, a gente sempre evolui. Estou vivendo o melhor momento da minha carreira, o que estou mais feliz profissionalmente. A convivência com jogadores experientes, a disputa de campeonatos difíceis, isso ajuda na evolução do jogador”, disse ele, em entrevista coletiva no CT Rei Pelé, nesta terça-feira (13).

Chegar a esse patamar de intocável, entretanto, foi difícil. Ele chegou à Vila Belmiro aos 11 anos de idade, estreou no profissional em 2011, mas em 2017 foi emprestado ao Red Bull, porque o então técnico Dorival Júnior preferia volantes que saíssem para o jogo. Alison prefere enxergar o lado bom da mudança.

“Minha ida pro Red Bull foi muito importante, eu nunca tinha vestido outra camisa além da do Santos. Foi importante pro meu crescimento, uma coisa nova na minha carreira. Eu vivia um momento no Santos onde eu não tinha muito espaço. Então foi importante”.

Apelido

Graças a seu poder de marcação, Alison ganhou alguns apelidos. O que ele mais gosta é o de cão de guarda. “Esse apelido ficou por conta dos torcedores. Meus companheiros alguns me chamam assim, fico feliz pelo carinho, é importante pra mim”, diz, sorrindo bastante.

No Paulistão, ele é o vice-líder de desarmes certos. Foram 35 em nove jogos. Ele também é rei de interceptações. Foram oito, o que o deixa em terceiro lugar nesse quesito no ranking do Estadual.

Se alguém ainda torce o nariz por achar que ele apenas rouba bola, o volante avisa. “Sobre saída de bola eu evolui, sim, a gente trabalha pra isso, não só eu como outros jogadores, eu sinto essa evolução”, garante.

Seca de vitórias

O Santos pega o Nacional, do Uruguai, na próxima quinta-feira (15) pela Copa Libertadores. A partida será disputada no Pacaembu. Sobre o adversário, ele admite que ainda não sabe muita coisa, porque o treinador costuma mostrar vídeos apenas um dia antes do confronto. 

“Não me sinto sobrecarregado, não. Quem está jogando ali do meu lado tem responsabilidade de me ajudar na marcação, como eu tenho de ajudar na saída da bola e na chegada da frente. Me adaptei muito bem, venho fazendo partidas boas e espero continuar dando sequência nisso”, concluiu.

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