"Qualquer pessoa pode aprender a dançar", diz recordista de Praia Grande

Quatro dias após realizar o feito, Anderson Fernandes conta sobre suas motivações

13/12/2017 - 12:48 - Atualizado em 13/12/2017 - 12:49

Anderson começou a dançar para perder a timidez e hoje é professor (Foto: Divulgação/Rank Brasil)

Quatro dias após registrar o recorde brasileiro na categoria "maior número de horas de dança de salão com parceiras diferentes", quando dançou por 16 horas com 358 mulheres, o professor Anderson Fernandes já retomou sua rotina em Praia Grande. E entre uma aula e outra, ele aproveitou sua pausa para conversar com A Tribuna On-line sobre seu feito.

Ele comentou sobre a tentativa frustrada de estipular o mesmo recorde, ocorrida em setembro do ano passado. Na ocasião, Anderson dançou por 15 horas com 309 mulheres diferentes - mas problemas na documentação enviada à Rank Brasil impediram a homologação.

"Ficaram faltando partes da gravação. Então eu decidi fazer de novo esse ano, dessa vez dançando 16 horas. E com os fiscais acompanhando pessoalmente, para garantir", afirmou o, agora sim, recordista.

O professor também falou sobre a preparação para conseguir chegar até o fim do desafio: "Alimentação saudável, muitas frutas, palmito, barras de proteínas e bastante líquido. Exercício físico, especialmente na região da lombar. Além disso, passei a ir ao banheiro apenas de manhã e à noite, para preparar o organismo", contou.

Para ele, porém, o desgaste não era apenas físico, mas também mental. Era quando ele mais se lembrava da motivação para realizar o projeto: "A ideia era mostrar que todo mundo pode aprender a dançar. Muitas mulheres que subiram ao palco sequer sabiam o que estavam fazendo, mas fiz questão de sorrir para todas, ajudá-las a dançar e agradecer por me ajudarem".



"Valorizar minha Cidade"

Outra motivação para a realização do recorde, segundo Anderson, foi colocar Praia Grande, sua cidade-natal, no mapa nacional da dança.

"Eu cresci ouvindo que Praia Grande era 'terra de índio' para a dança. Eu comecei a dançar para melhorar minhas relações interpessoais, mas o tempo passou, comecei a ensinar e hoje mantenho minha casa e meus três filhos exclusivamente com a dança. Isso valoriza a Cidade", afirmou ele.

Um sinal desse reconhecimento aconteceu na manhã desta terça-feira (12): Anderson esteve Câmara Municipal da Cidade, onde recebeu uma placa como forma de homenagem.

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