Há quatro anos, mulher sofre com hérnia abdominal em Praia Grande

Glaucia, agora pesando 164 quilos, conta que os problemas começaram após tratamento equivocado

03/11/2017 - 10:17 - Atualizado em 03/11/2017 - 10:17

Por causa do peso, Glaucia não consegue ficar em pé por muito tempo (Foto: Rogério Soares/AT)

Uma hérnia abdominal diagnosticada há cerca de quatro anos parou a vida da cozinheira Glaucia Aparecida Silva Paiva, de 55 anos. Moradora do Tude Bastos, em Praia Grande, ela não anda direito, tornou-se obesa, entrou em depressão e não encontra tratamento adequado na rede pública de saúde.

Glaucia, agora pesando 164 quilos, conta que os problemas começaram há oito anos, após um tratamento equivocado de pedra na vesícula. “Inicialmente, havia uma pequena bolinha. Com o passar dos anos, descobri que se tratava de uma hérnia abdominal e que precisaria passar por uma cirurgia”.

À procura de ajuda, em 2013, Glaucia foi até o Hospital Irmã Dulce. “Na época, eu pesava 120 quilos. Ao me ver, o médico cirurgião disse que, ao invés de operar, eu precisava de um psicólogo. Aquilo me deixou bem chateada”. 

Passados dois anos, já em 2015, com a hérnia crescendo, a cozinheira conseguiu uma consulta no Hospital Guilherme Álvaro (HGA), em Santos. “Chegando lá, encontrei o mesmo médico que havia me atendido em Praia Grande. Ele foi novamente grosseiro comigo, e desisti de me tratar”. 

Depressão

Abalada, Glaucia Paiva se trancou em casa. Triste, come o tempo todo. Neste ano, a cozinheira viu seu peso chegar a 180 quilos. “Foi aí que as coisas pioraram. Tive um problema na coluna que me impediu de andar. Desde então, a minha vida se resume a ficar deitada na cama vendo tevê, pois não consigo ficar muito em pé”. 

A decisão de procurar ajuda foi tomada após um susto. Há três semanas, ela teve falta de ar e não conseguia se levantar. “Isso me fez despertar. Emagreci 16 quilos e quero perder mais peso para conseguir passar por cirurgia”. 

Vivendo com uma pensão de R$ 430,00, ela não tem dinheiro para pagar um plano de saúde que lhe ofereça ajuda.

“Do jeito que estou, preciso que um médico venha até a minha casa. E estou disposta a qualquer tipo de ajuda”, pede a cozinheira.

Poder público

A Prefeitura de Praia Grande informa que o Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD) está à disposição da paciente. Para isso, um parente dela deverá ir o quanto antes à Unidade de Saúde da Família (Usafa) Tude Bastos, na Rua Maria Luiza Lavallem, 68.

Esse familiar deverá levar os documentos pessoais da cozinheira, para solicitar o atendimento. Uma equipe analisará a situação. A mesma orientação foi dada pela Secretaria de Estado da Saúde.

Sobre as reclamações do atendimento à paciente no Hospital Irmã Dulce, a Prefeitura disse não poder apurar o que aconteceu, porque Glaucia não lembra o nome do médico.

A respeito dos contratempos no Hospital Guilherme Álvaro (HGA), o Governo do Estado informou, por meio de nota, que a paciente faltou a três consultas entre setembro e dezembro de 2014. “A adesão dos pacientes à indicação médica, com o comparecimento às consultas e exames, é fundamental para a definição da conduta terapêutica e acompanhamento clínico”.

Quem puder ajudar a Gláucia oferecendo uma consulta médica ou ensinando-lhe trabalhos artesanais pode telefonar para (13) 98859-1693 e procurar sua filha, Daniela. 

Veja Mais