Venda de grãos segue parada por indefinição do custo do transporte

Empresas interromperam atividades por não saber como seria a aplicação da tabela do frete

20/06/2018 - 13:49 - Atualizado em 20/06/2018 - 14:07

 Aproximadamente metade da produção brasileira enfrenta  problemas (Foto: Carlos Nogueira/AT)

Dezoito dias após o encerramento da paralisação dos caminhoneiros, a comercialização da safra de grãos segue parada por causa da indefinição do custo do transporte. “Pergunte a qualquer produtor: ele tem soja e milho para vender, mas não vende porque não sabe quanto será o frete”, disse nessa terça-feira (19) o ministro da Agricultura, Blairo Maggi. 

Como a atual safra começou a ser colhida em janeiro e fevereiro, aproximadamente metade da produção brasileira enfrenta esse problema, segundo seus cálculos. O ministro acrescentou que o problema relatado sobre cerca de 60 navios parados em portos brasileiros à espera de carga ainda não foi superado. “O problema continua”.

Fontes do mercado informam que, em comparação com a semana passada, quando o transporte das exportações de soja estava parado, houve melhora. Mas a situação ainda não é normal. “O transporte que está ocorrendo é o das empresas que têm contrato com as tradings”, disse o diretor executivo do Movimento Pró-Logística da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Mato Grosso, Edeon Vaz. Ele explicou que as transportadoras têm frota própria e já tinham contratos assinados para prestar o serviço de transporte para todo o ano. 

Num primeiro momento, até mesmo essas empresas interromperam suas atividades, por não saber como seria a aplicação da tabela do frete.

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