Terminal da ADM reduz em 100% emissão de pó em embarque de grãos

Unidade inaugura nova fachada verde na próxima semana

21/09/2018 - 13:03 - Atualizado em 21/09/2018 - 13:16

Com implantação de vegetação no terminal, ADM quer melhor relação Porto-Cidade (Foto; Divulgação))

Uma das principais instalações graneleiras agrícolas do Porto de Santos, o terminal ADM do Brasil suplantou sua meta de reduzir a emissão de poluentes durante as operações. Agora, a empresa garante que contém 100% do material particulado liberado nos embarques de grãos. Esse índice era um dos principais pontos de seu projeto Novos Ares, que assegurou a renovação do contrato de arrendamento da unidade até 2037 e, na próxima semana, terá mais uma etapa concluída. 

Na próxima segunda-feira (21), a empresa entrega, na Ponta da Praia, em Santos, um novo layout de fachada do terminal, que retrata uma mudança de conceito – que vem sendo implantada nos últimos anos. 

Um muro verde, com vegetação nativa da região integrada à placas metálicas, deve dar a sensação de movimento e modernidade para quem passa pela Avenida Mário Covas.

“Já tínhamos dado outros passos na questão da sustentabilidade e queríamos, agora, mudar o visual do terminal e fazer uma interação maior na relação Porto-Cidade”, explica o diretor de Portos e Logística da ADM do Brasil, Eduardo Rodrigues.

Depois de sofrer pressão das autoridades e moradores do entorno por conta de poluição e com o objetivo de renovar o contrato (o que ocorreu em 2015), a empresa estruturou toda a operação de cargas para conter a emissão de poeira e odor. 


Em funcionamento

Entre as ações que já foram executadas dentro do projeto, estão a demolição do antigo Armazém 39. Em seu lugar foi erguido outro, com capacidade maior, passando de 45 mil toneladas de armazenamento estático para 75 mil toneladas, onde a carga fica confinada.

Além de não ter aberturas no alto da edificação, como nos armazéns mais antigos, todas as correias são fechadas e conta com uma moega supressora de pó – devido a um movimento de rotação, a força centrípeta faz com que o produto se aproxime do eixo de rotação e não gere pó. Outra medida adotada na nova construção são portas automáticas de fechamento rápido, que não permitem que partículas saiam do armazém.

Dois shiploaders (equipamentos com tubo que levam os grãos diretamente ao fundo do porão do navio) também são novidade no terminal. A carga desce confinada e em forma de cascata para evitar que nuvens de poeira se formem.

As máquinas também contam com sensores para contato permanente com o produto, do início ao fim do embarque, garantindo que ele fique grudado rente ao fundo do porão do navio. A tecnologia é a mesma utilizada pela indústria do cimento, que produz um pó mais fino que os dos grãos.

A meta inicial da ADM era diminuir em 80% a emissão de poluentes, mas Rodrigues garante que o objetivo foi alcançado e ultrapassado. “Hoje, eu consigo dizer que reduzimos a emissão em 100%. E isso virou motivo de orgulho. Quando navegamos pelo canal, vemos que não sai pó algum do terminal”, diz Rodrigues. 


Última etapa

Com investimentos estimados em R$ 480 milhões, o projeto Novos Ares deve ser concluído em março do próximo ano, quando a empresa finaliza a ampliação do projeto ferroviário, última etapa de melhorias de sustentabilidade. 

Uma nova moega ferroviária está em implantação, que segue o mesmo conceito de impedir que qualquer tipo de poeira saia da área confinada, com lâminas com sensores inteligentes que abrem e fecham, retendo o pó no porão ou no subsolo.

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