Prefeitura de Ilhabela decide naufragar navio W. Besnard

Embarcação, ícone da oceanografia brasileira, foi vistoriado pelo Ibama na última quinta (5)

10/07/2018 - 08:30 - Atualizado em 10/07/2018 - 13:36

Equipe do Ibama inspecionou o navio W. Bernard na última quinta-feira (5) (Foto: Carlos Nogueira/AT)

A Prefeitura de Ilhabela, que fica no Litoral Norte do Estado, optou pelo naufrágio controlado do navio de pesquisas oceanográficas Professor W. Besnard. A embarcação, que corre o risco de naufragar no Porto de Santos, está atracada na região próxima ao atracadouro da Dersa, no cais do Armazém 5 do complexo, e é alvo de uma investigação do Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A autoridade ambiental quer descobrir quem está morando no local.

“Após o afundamento, a área do naufrágio será um atrativo para o mergulho, incrementando sobremaneira o desenvolvimento turístico para o nosso município, além da criação de um recife artificial, que promoverá a proteção da biodiversidade marinha e o aumento da produtividade biológica local”, destacou a Prefeitura de Ilhabela, em nota.

A administração municipal também informou que foi aberto um processo administrativo para contratação de uma empresa, que fará o diagnóstico, o licenciamento ambiental e o naufrágio controlado da embarcação.

Sobre a informação de que há alguém morando no navio Professor W. Besnard, conforme A Tribuna On-line relatou na última quinta sexta-feira (6) a Prefeitura de Ilhabela nega, visto que a embarcação é monitorada 24 horas por dia. Na última quinta-feira, em uma vistoria do Ibama, foram encontradas roupas e objetos de homens, mulheres e crianças, o que dá a entender que uma família vive no local.

A partir daí, o Ibama pretende identificar quem são essas pessoas e como são destinados os resíduos produzidos no navio. O trabalho de investigação será iniciado nos próximos dias, segundo a agente ambiental federal Ana Angélica Alabarce, responsável pela autoridade ambiental na região. 

História

O navio norueguês, construído em 1966, começou suas atividades pela Universidade de São Paulo (USP) em 1967. O nome é uma homenagem ao primeiro diretor do Instituto Oceanográfico da USP, Wladimir Besnard, falecido em 1960. Após mais de 40 anos em operação, o W. Besnard se tornou um ícone na história da Oceanografia.

Depois do incêndio que a embarcação sofreu em 2008, sua navegabilidade e outras funções ficaram comprometidas, tornando-a inoperante. Desde então, o navio permanece no Porto de Santos.

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