Prefeitura de Guarujá multa armadora em R$ 160 mil por queda de contêineres

Cargas dos contêineres se espalharam por um raio de 500 quilômetros, atingindo praias da região

20/09/2017 - 09:39 - Atualizado em 20/09/2017 - 10:20

Cargas de contêiner foram avistadas em praias do Guarujá (Foto: Alberto Marques/AT)

A armadora Log-In, responsável pelos 46 contêineres que caíram no mar no mês passado, foi autuada em R$ 160 mil pela Prefeitura de Guarujá. A multa foi emitida por conta do grande volume de resíduos lançados nas praias e costões rochosos do Município como consequência do acidente. 

 

Em 11 de agosto, o navio Log-In Pantanal concluiu operações no terminal Embraport, na Área Continental de Santos, e aguardava na barra para retornar ao complexo a fim de concluir seu carregamento na Brasil Terminal Portuário (BTP), na Alemoa. Enquanto esperava por uma nova janela de atracação, enfrentou uma forte ressaca no mar e os 46 contêineres caíram no mar. 

As cargas dos contêineres se espalharam por um raio de 500 quilômetros, atingindo praias da região e até áreas de preservação ambiental. Em Guarujá, além de produtos, foram vistos contêineres boiando nas praias, como no Saco do Major. 

“A cidade mais atingida ambientalmente por acidentes que acontecem no Porto de Santos é Guarujá. Nós entramos em contato com a empresa, ficaram de nos mandar informações e não enviaram”, disse o secretário de Meio Ambiente de Guarujá, Sidnei Aranha. 

Segundo ele, não foram encontrados representantes da armadora no endereço indicado por ela como um escritório em Santos. Desta forma, ficou ainda mais difícil para o município a busca por informações sobre as cargas que estavam nos 46 contêineres caídos. 

Além dos produtos que foram encontrados nas praias da Cidade, há uma preocupação com relação às caixas metálicas ainda submersas. Entre elas, segundo Aranha, existem produtos que podem prejudicar o meio ambiente. “Temos informações de, pelo menos, um contêiner inteiro carregado com tonners de impressora, altamente poluente. E ele está desaparecido”, destacou o secretário. 

Contêineres

Dos 46 contêineres que caíram do navio, oito boiaram no mesmo dia – e desses, quatro foram removidos pela empresa. As outras caixas metálicas foram saqueadas. Em seguida, a empresa iniciou o rastreamento do leito marítimo, com o objetivo de identificar o local onde os contêineres caíram.

Foram identificados 37 alvos nas varreduras – ainda é necessário verificar se eles são as caixas metálicas ou outros objetos perdidos na barra. Em 12 desses alvos foram identificados contêineres.

O prazo dado pelo Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para o recolhimento das caixas metálicas se encerra no próximo dia 30. No entanto, a empresa não garante que será possível realizar a operação neste período. 

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