Porto de Oakland aposta em serviços de logística para atrair cargas

No total, cerca de US$1 bilhão em recursos públicos serão investidos

02/10/2015 - 13:41 - Atualizado em 02/10/2015 - 16:53

Para atrair mais cargas e negócios no disputado mercado da costa oeste dos Estados Unidos, o Porto de Oakland aposta na oferta de novos serviços logísticos, de modo a facilitar o transporte de suas mercadorias, diversificar operações e, principalmente, reduzir custos de seus clientes. No total, cerca de US$ 1 bilhão em recursos públicos serão investidos nessas medidas. Entre as ações previstas, a principal é a construção, em sua retroárea, de um centro de distribuição de mercadorias, um diferencial perante os concorrentes, especialmente Los Angeles e Long Beach.

Na batalha por cargas, especialmente as conteinerizadas, disponibilizar serviços que diminuam custos e melhorem a produtividade dos clientes é a lição ensinada por Oakland, e que deve ser seguida por qualquer porto.

Essa estratégia foi apresentada a empresários e autoridades do Porto de Santos na manhã de ontem, em reunião na sede da autoridade portuária norte-americana. Oakland é o terceiro e último complexo marítimo que o grupo conheceu nesta semana. Essas visitas técnicas a portos da costa oeste dos Estados Unidos concluem a programação deste ano do Santos Export 2015 – Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos – a parte inicial do seminário, com os debates sobre os desafios para o crescimento do cais santista, aconteceu em agosto, em Santos.

Atualmente o principal projeto de Oakland, o novo centro de distribuição do porto está sendo implantado em uma área de quase 700 mil metros quadrados. Com previsão de ser inaugurado no início do próximo ano, o Oakland Global Logistics Center vai facilitar e baratear o transporte de cargas, especialmente o ferroviário. 

Oakland se destaca pela operação de contêineres. No ano passado, operou 2,39 milhões de TEU

Além de armazéns, o empreendimento contará com novas linhas férreas. E por estar localizado na zona portuária (afastado do cais, mas ainda na região dos terminais) acaba reduzindo os custos dos usuários.

“Em outros portos, os clientes têm de transportar seus contêineres até instalações distantes para embarcar nos trens. Nós trouxemos essa operação para dentro do porto. Será o nosso diferencial, especialmente diante de nossos vizinhos do Sul da Califórnia (Los Angeles e Long Beach). Calculamos que, com esse centro logístico, haverá uma economia de US$ 300 a US$ 325 por contêiner movimentado”, explicou a gerente de Desenvolvimento de Negócios e Marketing Internacional do porto, Beth Frisher, que apresentou os planos de expansão do complexo para o grupo do Santos Export.

Segundo Beth, o planejamento do centro logístico surgiu em 2006, quando o Exército dos Estados Unidos desativou a base militar que ficava na área portuária e, em cuja área, está sendo implantado o empreendimento.

Terminal intermodal

No terreno vizinho ao complexo de armazéns, a autoridade portuária está construindo um terminal intermodal, com cinco linhas férreas principais e oito ramais secundários. A nova infraestrutura permitirá a movimentação de oito composições ferroviárias por dia, facilitando esse tipo de transporte na área portuária.

A estratégia de Oakland ainda prevê a instalação de novos armazéns para cargas frigorificadas e terminais de granéis sólidos, para a operação de grãos, inédita na região. “Além de melhorar a infraestrutura logística, buscamos diversificar nossos negócios. É como atuamos no mercado”, disse Beth Frisher.

Na visita à sede da autoridade portuária, o grupo do Santos Export também conheceu os programas ambientais do complexo, em especial os voltados à melhoria da qualidade do ar e da água, apresentados pelo diretor de Programas e Planejamento Ambiental, Richard Sinkoff.

Em seguida, houve reuniões com representantes de escritórios de engenharia com experiência no setor portuário, como Aecom e Moffat & Nichol, e empresas de tecnologia, caso da Navis, criadora do programa de gestão de pátio de contêineres mais utilizado no Porto de Santos. Na parte da tarde, a comitiva santista visitou instalações portuárias.

Fonte: Enviado especial a Oakland
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