Operação de navio no cais permanece suspensa após vazamento de óleo

Ibama estima que cerca de até 80 litros do produto tenham atingido o estuário

07/02/2018 - 11:30 - Atualizado em 07/02/2018 - 11:39

Navio atracou no Porto com 43,1 toneladas de sal 
(Foto: Divulgação/Ibama)

Após vazamento de óleo no cais santista, permanece interrompida, na manhã desta quarta-feira (7), a operação da embarcação Marcos Dias, que está atracada no cais do Armazém 22, na região de Outeirinhos, na Margem Direita do complexo. 

A mancha surgiu na manhã de terça-feira (6) e técnicos da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) acionaram o plano de atendimento à emergências do Porto. Na sequência foram instaladas no local barreiras para a contenção do óleo. 

De acordo com a Autoridade Portuária, as operações foram paralisadas para garantir a segurança dos trabalhadores envolvidos na contenção da mancha. O trabalho é acompanhado por técnicos das autoridades ambientais. 

A Reportagem procurou nesta manhã o Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que informou que desde esta terça-feira, todo o processo de contenção do óleo no local está sendo acompanhado pelo órgão. Segundo a agente ambiental federal do Ibama, Ana Angélica Alabarce, a embarcação, atracada para uma descarga de sal, está impedida de operar enquanto toda a área do entorno não estiver limpa. 

Conforme a agente ambiental, a estimativa é de que entre 50 e 80 litros do produto tenham atingido o estuário. “Mas isso ainda vai ser mensurado pelo Ibama e pela Marinha”, comentou. Quanto aos danos ambientais, somente após finalizada a operação de limpeza é que será feita uma análise para avaliar possíveis impactos. 

O navio Marcos Dias atracou no cais santista na manhã de segunda-feira (5), para a descarga de 43.100 toneladas de sal. Como o desembarque do produto está suspenso, não há previsão de saída da embarcação do Porto de Santos. 

A embarcação, que tem 199 metros de comprimento e 30 metros de boca (largura), já causou um acidente de grande porte no complexo santista. Em 2012, o Marcos Dias perdeu os sistemas de propulsão, governo e comunicação e provocou duas colisões. 

Limpeza de óleo no mar é acompanhada por técnicos do Ibama (Foto: Divulgação/Ibama)

Na tentativa de contornar a situação, a embarcação soltou as duas âncoras, mas uma delas não desceu. O acidente não deixou vítimas, mas causou danos em duas embarcações e equipamentos de um terminal que fica na Ponta da Praia, na Margem Direita do cais santista.   

Em nota, a Marinha do Brasil, por intermédio da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), informou que tomou conhecimento do derramamento de óleo no cais e que tanto o navio, quanto a empresa responsável, foram notificados a prestar esclarecimentos. 

No local, uma equipe de peritos coletou amostras do óleo para confirmar sua origem.  

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