Norte-americanos vão atuar em resgate de contêineres caídos de navio

Novos equipamentos e técnicos foram contratados e chegarão ao Brasil na segunda semana de janeiro

27/12/2017 - 10:48 - Atualizado em 27/12/2017 - 10:59

Nove caixas metálicas já foram removidas
do fundo do mar (Foto: Divulgação/Ibama)

A equipe responsável pela remoção dos contêineres que caíram do navio Log-In Pantanal, em agosto, ganhará reforços. Novos equipamentos e técnicos norte-americanos foram contratados e chegarão ao Brasil na segunda semana de janeiro. Esta é a previsão da Log-In, a armadora responsável pelas caixas metálicas. 

 

A informação é da agente ambiental federal do Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (Ibama) Ana Angélica Alabarce, que acompanha os trabalhos de remoção dos contêineres na região. Segundo ela, nove caixas metálicas foram removidas do fundo do mar, enquanto outras dez já foram mapeadas.

“Nove contêineres saíram e dez estão certos de serem retirados assim que chegar esse novo equipamento. As buscas continuam e os mergulhadores têm avançado nos trabalhos”, destacou a representante da Autoridade Ambiental. 

Dos 46 contêineres que caíram no mar, oito acabaram boiando – e desses, quatro foram removidos pela empresa. As outras quatro caixas metálicas foram saqueadas. Em seguida, a Log-In iniciou o rastreamento do leito marítimo da região, com o objetivo de identificar onde os demais 38 contentores caíram no mar. Com o resgate de nove, ainda faltam 29.

Esta é a segunda vez que a Log-In muda de estratégia e decide reforçar os trabalhos. Em outubro, a armadora contratou especialistas internacionais e ampliou o número de técnicos destacados para o serviço. Entre eles, estava um norte-americano que atuou no resgate do navio de passageiros Costa Concordia, que naufragou na Itália em 2012.

Segundo a agente do Ibama, as empresas especializadas que vão começar a trabalhar pediram R$ 50 milhões pelo serviço. O valor leva em conta o deslocamento dos técnicos e a os novos equipamentos que serão utilizados. 

Segundo Ana Angélica, a ideia é mudar a estratégia da operação. Os contêineres estavam sendo removidos com cabos de aço que, constantemente, se rompiam durante os trabalhos. Para isso, já foi iniciado o deslocamento de um equipamento que conta com garras que farão a retiradas das caixas metálicas. 

A agente explicou que o Ibama recebe relatórios semanais sobre os trabalhos de remoção dos contêineres. Além disso, ela faz contatos telefônicos diários com os técnicos responsáveis pelo serviço. 

“Tivemos uma reunião na semana passada quando eu os adverti para que eles (os responsáveis pela Log-In) não se esqueçam que, no dia 27 de janeiro, terminará o prazo para nós lavrarmos o auto de infração. Aí, não tem como escapar”, destacou Ana Angélica.

A armadora poderá ser multada pelos danos ambientais causados com a queda dos contêineres no mar. Mais de quatro meses após o acidente, as caixas metálicas que foram retiradas do fundo do mar já estavam sendo tomadas por animais marinhos. 

Acidente

Em 11 de agosto, após realizar suas operações no terminal Embraport, na Área Continental de Santos, o navio conteineiro Log-In Pantanal aguardava na Barra para retornar ao complexo, a fim de carregar cargas na Brasil Terminal Portuário (BTP), na região da Alemoa. Enquanto esperava para atracar, enfrentou uma forte ressaca e 46 contêineres que estavam no convés caíram no mar, na costa da Ilha de Santo Amaro (Guarujá).

As cargas dos contêineres se espalharam por um raio de 500 quilômetros, atingindo praias da região e até áreas de preservação ambiental. Em Guarujá, além de produtos, foram vistos contêineres boiando nas praias.

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