Guarujá prepara implantação de zona retroportuária

Consórcio terá 120 dias para concluir estudo de viabilidade técnica da área

05/02/2018 - 14:47 - Atualizado em 05/02/2018 - 16:48

Remodelação do sistema viário prevê novos acessos à Margem Direita do Porto (

A implantação de uma zona retroportuária em Guarujá chamou a atenção do Consórcio Portuário Paulista (formado pelas empresas DTA Engenharia, Elenco Participações, CVS S.A. e Terracom Construções) e da consultoria GeoBrasilis. O consórcio terá 120 dias para concluir o estudo de viabilidade técnica da área de 5 milhões de metros quadrados localizada às margens da Rodovia Cônego Domênico Rangoni, próximo ao trevo da Vila Áurea.

A convocação aconteceu no último dia 29 e o estudo terá que apresentar a viabilidade de implantação, construção e exploração do local.

“Esse estudo deverá ser bem amplo, identificando quais os produtos e terminais atenderão essa nova demanda. Precisamos acompanhar o crescimento do Porto dando suporte a ele”, afirma o secretário de Desenvolvimento Econômico e Portuário de Guarujá, Gilberto Benzi.

A implantação da Zona Retroportuária em Guarujá foi definida na Lei Complementar nº 156/2013 e Decreto Municipal nº 11.257/2017, em regime de concessão ou outro que se fizer mais apropriado ao interesse público.

Santos

Em Santos, a Prefeitura promete avançar nas obras de remodelação da entrada da Cidade, pelo menos no acesso que facilitará o acesso ao Porto.

“Mais de 60% das ações que cabem ao município já foram feitas. Já foram obtidos os recursos junto ao BNDES e agora o Governo do Estado está providenciando a parte deles, que é uma prorrogação do contrato da Ecovias, para que eles façam as obras. Isso ainda depende de um aval do TCU (Tribunal de Contas da União), mas está em andamento. A parte do Governo Federal ainda está parada por falta de recursos”, explica o secretário municipal de Assuntos Portuários, Indústria e Comércio de Santos, Omar Silva Junior.

Em setembro, a Prefeitura assinou a licença de instalação do conjunto de obras no local, sob a responsabilidade do Governo do Estado.

O documento foi pedido pela Ecovias, concessionária do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) e que realizará as obras viárias em troca de maior duração do contrato de exploração da malha rodoviária regional.

Três intervenções serão realizadas na entrada de Santos: a retificação da pista Sul da Rodovia Anchieta, com interligação das vias marginais sob o novo viaduto do Km 65; a construção de um acesso entre as marginais da rodovia (que ficaria localizado no bairro Jardim Piratininga) e a implantação de uma saída no viaduto da Alemoa, sentido Planalto.

Projeto executivo da passarela de pedestres atrás da Alfândega vai ser apresentado no Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa). Estão disponibilizados R$ 3 milhões e o projeto será feito pela iniciativa privada, com conclusão no próximo ano.

Qualificação

Outro projeto da Prefeitura de Santos para o setor portuário é realizado por meio de parceria com o Centro de Excelência Portuária (Cenep). O acordo destina R$ 1 milhão na qualificação e capacitação de 2 mil alunos este ano.

Segundo o secretário Omar Silva Junior, serão oferecidos 25 novos cursos de qualificação e capacitação este ano, totalizando 62.

No ano passado, 1.647 trabalhadores assistiram às aulas oferecidas pelo Cenep. Segundo a Secretaria de Assuntos Portuários de Santos, 874 participantes desse grupo eram trabalhadores portuários avulsos (TPA) e 468 de atividades correlatas ao Porto. Outros 305 interessados no segmento completaram a turma formada no ano passado.

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