Equipe do Log-In Pantanal muda planos para remoção dos contêineres

Até agora, apenas dois contentores foram removidos inteiros do fundo do mar

31/10/2017 - 12:56 - Atualizado em 31/10/2017 - 13:46

Especialistas trabalham na localização e retirada dos contêineres do fundo do mar (Foto:divulgação)

Técnicos responsáveis pela remoção dos contêineres que caíram do navio Log-In Pantanal, em agosto, pretendem mudar a estratégia dos trabalhos. Até agora, apenas dois contentores foram removidos inteiros do fundo do mar, enquanto um foi parcialmente retirado. A armadora Log-In busca um novo equipamento para otimizar a operação. 

Dos 46 contêineres que caíram no mar, oito acabaram boiando – e desses, quatro foram removidos pela empresa. As outras quatro caixas metálicas foram saqueadas. Dias após o acidente, a Log-In iniciou o rastreamento do leito marítimo da região, com o objetivo de identificar onde os demais cofres caíram no mar. 

Segundo a agente federal do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que acompanha a operação, Ana Angélica Alabarce, a Log-In contratou especialistas internacionais e ampliou o número de técnicos destacados para o serviço. Entre eles, está um especialista norte-americano que atuou no resgate do navio Costa Concordia, que naufragou na Itália, em 2012. 

“Houve uma reunião no Rio de Janeiro e eles estão em busca de equipamentos com uma espécie de garra para uma nova estratégia. Por enquanto, estão utilizando cabos de aço que são presos nas castanhas dos contêineres. Foi assim que esses dois e meio foram retirados”, destacou a agente. 

No último sábado (28), foi concluída a retirada de mais um contêiner. Ele estava vazio e é o segundo a ser removido inteiro do fundo do mar. Segundo Ana Angélica, a caixa metálica estava bem próxima ao local do acidente. 

“Eles apresentaram outro plano ao Ibama, mas enquanto isso, eles mantêm os trabalhos. A ideia é ver se eles encontram esse equipamento no Brasil. Até encontrarem, vão permanecer nas tentativas com os cabos de aço”. 

Segundo a representante do Ibama, mais dois contêineres devem ser retirados nos próximos dias e, depois, a equipe seguirá para um outro ponto. Trata-se de uma região que fica perto do local do acidente, onde foram mapeadas outras caixas metálicas. “É um trabalho muito difícil. Eles não param mesmo em tempos de chuva como nos últimos dias. Está terrível concluir esse processo por causa da movimentação da maré”. 

Ana Angélica explicou que o Ibama recebe relatórios semanais sobre os trabalhos de remoção dos contêineres. Além disso, ela faz contato telefônico diário com os técnicos responsáveis pelo serviço. “Estamos acompanhando, vistoriando, vendo e exigindo as melhores práticas. Eu acompanho as retiradas pessoalmente e me certifico se estão sendo colocadas barreiras de contenção e quais são os impactos da operação”, destacou. 

Os profissionais atuam em duplas, se revezando a cada 45 minutos, sempre durante o dia, por conta da baixa visibilidade do local. Após este período, eles são encaminhados a uma câmara hiperbárica para a estabilização da pressão. 


Acidente

Em 11 de agosto, após realizar suas operações no terminal Embraport, na Área Continental de Santos, o Log-In Pantanal aguardava na barra para retornar ao complexo, a fim de carregar cargas na Brasil Terminal Portuário (BTP), na Alemoa. Enquanto esperava para atracar, enfrentou uma forte ressaca e os 46 contêineres caíram no mar. 

As cargas dos contêineres se espalharam por um raio de 500 quilômetros, atingindo praias da região e até áreas de preservação ambiental. Em Guarujá, além de produtos, foram vistos contêineres boiando nas praias, como no Saco do Major. 

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