Acordo de governança financia navio de pesquisa Vital de Oliveira

Processo de compra do navio começou em 2012 e o equipamento chegou ao Brasil em 2015

04/09/2018 - 13:42 - Atualizado em 04/09/2018 - 14:07

          Marinha e Petrobrás vão investir no navio R$ 18,7 milhões cada (Foto: Thomaz Silva/Agência Brasil)

Um acordo de governança assinado no Rio de Janeiro, na última semana, vai garantir por três anos o custeio e a manutenção do navio de pesquisa hidroceanográfico Vital de Oliveira, uma embarcação da Marinha do Brasil adquirida pelo Governo Federal em parceria com a mineradora Vale e a estatal Petrobras, para auxiliar em pesquisas na costa brasileira. O processo de compra do navio começou em 2012 e o equipamento chegou ao Brasil em julho de 2015, construído por uma empresa norueguesa em um estaleiro na China.

Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), a própria pasta, a Marinha do Brasil e a Petrobras vão investir no navio R$ 18,7 milhões, cada, no período de três anos. A Vale vai repassar R$ 1,45 milhão e a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), R$ 17,2 milhões no mesmo período.

O investimento inicial para a aquisição do navio alcançou R$ 162 milhões, sendo R$ 70 milhões da Petrobras, R$ 38 milhões da Vale, R$ 27 milhões do MCTI e R$ 27 milhões da Marinha, por meio do Ministério da Defesa.

A embarcação tem cinco laboratórios e capacidade para até 60 cientistas, permitindo pesquisas em áreas como mudanças climáticas, economia da pesca e geologia. Entre seus recursos tecnológicos, está um veículo de operação remota (ROV) para operar a até 4 mil metros de profundidade.O comandante da Marinha, almirante de esquadra Leal Ferreira, explica que o acordo vai possibilitar a ampliação da capacidade de pesquisa hidroceanográfica da Força, “em prol de toda a ciência brasileira”.“O Brasil guarda uma imensidão de riquezas minerais e biológicas nas suas águas e na plataforma continental. Vai ser por intermédio dessas pesquisas que nós vamos ter acesso a essas riquezas e, principalmente, a maneira mais sustentável de utilizar essas riquezas”, disse o almirante Leal Ferreira.

LEIA MAIS

<