Trio que tentou matar PM em Praia Grande tem ligação com o PCC

Criminosos também eram procurados pela Justiça. Vítima não se feriu no atentado

16/05/2018 - 14:07 - Atualizado em 16/05/2018 - 14:11

Armas foram apreendidas com suspeitos 
em Praia Grande (Foto: Divulgação)

Os três homens presos após praticarem atentado a tiros contra um policial militar de folga e à paisana, em Praia Grande, eram procurados da Justiça e ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A vítima não foi atingida e, ao revidar os disparos, baleou um dos marginais.

Os criminosos residem em Cubatão. Demonstrando ascendência sobre os comparsas, Felipe Marcolino dos Santos, de 30 anos, admitiu de modo informal integrar o PCC e revelou que os parceiros estão em processo de “batismo” na facção, estando, por isso, “em missão”, sem revelar detalhes.

Postulantes a integrar o PCC ou a ter cargos de destaque na facção costumam ser submetidos a tarefas, como provas de fidelidade, coragem e aptidão. Elas englobam ataques a agentes públicos de segurança e quem as executa são conhecidos nos meios policiais como “lagartos”.

Roberth Lincon Barroso de Oliveira, de 22 anos, Vinicius Souza Santos, de 29, e Felipe foram autuados em flagrante por tentativa de homicídio qualificado, receptação, posse ilegal de arma de fogo e organização criminosa pelo delegado Alexandre Correa Comin. O trio ainda é suspeito de outros ataques a agentes públicos de segurança, além de roubos.

Tiroteio

Lotado no 22º BPM/M (Zona Sul de São Paulo), o policial militar estava dentro de seu carro, que se encontrava estacionado, quando percebeu pelo espelho retrovisor a aproximação de dois homens armados. Posteriormente, eles foram reconhecidos pela vítima como sendo Felipe e Roberth.

Segundo o policial, na tentativa de fugir, ele abriu devagar a porta do lado do motorista, mas os marginais perceberam e dispararam na direção do carro. Duas balas atingiram a lataria do veículo, no lado esquerdo, mas a vítima escapou ilesa. Ela portava uma pistola 380, revidou os tiros e afugentou a dupla.

Roberth e Felipe correram, viraram a esquina e sumiram. Momentos depois, policiais militares que realizavam patrulhamento no Tude Bastos viram um Ford Fiesta branco passar pela Avenida José Bonifácio em alta velocidade. O carro foi seguido, sendo interceptado na Rua João Roberto Correia, próximo a um manguezal.

Com a freada brusca, Vinicius, que dirigia o Fiesta, bateu o rosto no para-brisa e fraturou o nariz, segundo os PMs. Felipe e Roberth desembarcaram do veículo e tentaram fugir correndo, sendo logo detidos.

O trio admitiu o ataque contra o PM de folga e recebeu voz de prisão. Roberth estava baleado no pé esquerdo. Ele e Vinicius foram medicados no Hospital Irmã Dulce, antes de serem levados com Felipe à Delegacia de Praia Grande.

A vítima apenas não reconheceu Vinicius, porque ele dirigia o Fiesta e não ficou no campo de visão dela. O carro estava com placa falsa. A pesquisa do chassi revelou que ele foi tomado de assalto no dia 16 de abril, em São Vicente.

Debaixo do banco frontal do passageiro, que era ocupado por Felipe, foi encontrada uma pistola Taurus calibre .40, pertencente à Polícia Militar. Roberth estava sentado no banco traseiro, no qual havia uma pistola Colt 45. Ambas as armas são de uso restrito.

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