Traficantes oferecem drogas a policiais e são presos

A operação montada pela Polícia Civil na Biqueira do Caixote, em Peruíbe, terminou com três detidos e a apreensão de cocaína, maconha e crack

12/09/2018 - 21:45 - Atualizado em 12/09/2018 - 21:47

Três homens acusados de traficar no ponto de venda de drogas conhecido como Biqueira do Caixote, em Peruíbe, foram presos em flagrante por policiais civis do município.

Para reprimir o comércio de entorpecentes na Biqueira do Caixote, palco de vários flagrantes de tráfico, o delegado Marcos Roberto da Silva, titular de Peruíbe, e o chefe dos investigadores Adalberto Ribeiro planejaram uma operação na área.

Devido à probabilidade de fuga dos traficantes, os policiais se dividiram em duas equipes para realizar um cerco e usaram viaturas sem identificação. A estratégia deu tão certo que um dos acusados confundiu dois investigadores com viciados e lhes ofereceu droga.

Trio foi preso em flagrante, apesar de negar
 informalmente o comércio de drogas (Divulgação)

David Henrique Mani, de 36 anos, disse aos policiais que dispunha de vários tipos de drogas e recebeu voz de prisão. A captura ocorreu na Rua Beira Rio, no Jardim Veneza. A alguns metros do acusado havia dois homens, que tentaram fugir e também foram detidos.

Adriano Rodrigues da Silva Júnior, de 22 anos, portava uma sacola contendo 56 porções de maconha, 69 cápsulas de cocaína e 115 pedras de crack. Os policiais apreenderam com Felipe Rodrigues de Souza, de 18 anos, notas e moedas que totalizaram R$ 60,00.

Embora o trio tenha negado de modo informal estar comercializando drogas na Biqueira do Caixote, ele foi autuado em flagrante por tráfico e associação para o tráfico pelo delegado Edinilson Mattos.

Outro flagrante

Baseados em denúncia anônima de que dois homens traficavam na Rua 57, no Caraguava, outros policiais da Delegacia de Peruíbe se dirigiram ao local e prenderam em flagrante Celso Pinho, de 33 anos.

Antes da abordagem, Celso foi visto com outro homem servindo viciados que os procuravam. Os acusados se revezavam para buscar os entorpecentes em um terreno baldio.

A cena foi vista algumas vezes pelos investigadores, que a tudo observavam de um lugar do qual não podiam ser percebidos. Quando os policiais entraram em ação, o homem que acompanhava Célio conseguiu escapar embrenhando-se em um matagal.

Sem ação, Celso foi detido. Ele portava dois rojões, normalmente utilizados por envolvidos no tráfico para alertar comparsas sobre a chegada de policiais. No terreno baldio para onde a dupla se dirigia havia uma sacola com 54 cápsulas de cocaína, duas porções de maconha e 14 frascos vazios.

Segundo os investigadores, os frascos seriam usados para acondicionar lança-perfume de fabricação caseira e Célio negou traficar, mas admitiu ser “olheiro” (sentinela do tráfico), razão pela qual portava os rojões. Autuado por tráfico, o detido alegou ignorar o nome do homem que fugiu. 

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