Tatuador é preso em Santos por produzir e vender anabolizantes

Profissional foi surpreendido com várias caixas de anabolizantes e admitiu crimes

24/02/2018 - 14:59 - Atualizado em 24/02/2018 - 15:06

Foram apreendidos cápsulas de comprimidos, frascos com líquidos, entre outras coisas (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Apurações realizadas por policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Santos colocaram o tatuador Victor Brancacio Alves da Silva, de 21 anos, atrás das grades. Dono de um estúdio de tatuagens no Embaré, em Santos, ele foi preso por produzir anabolizantes e comercializá-los via internet. 

A detenção do acusado foi feita na Avenida Pedro Lessa, na quinta-feira (22). Em campana nas proximidades do estúdio de tatuagens, os investigadores flagraram o momento em que Victor deixava o imóvel carregando uma mochila. Convictos das atividades ilícitas do tatuador, os policiais realizaram a abordagem. 

Ao revistar a mochila, os investigadores encontraram várias caixas de anabolizantes, juntos de comprimidos que estavam sendo levadas aos Correios para serem entregues a compradores. Sem ser questionado, Victor abriu o jogo para os policiais e confessou o crime praticado. 

A pedidos dos agentes, o tatuador os acompanhou ao estúdio, situado na sala de um condomínio da via, onde também funcionava uma espécie de laboratório. 

Ali, foram apreendidos inúmeras cápsulas de comprimidos vazios, frascos com substâncias líquidas nas cores marrom e amarela, várias caixas de medicamentos, rótulos e etiquetas, caixas de papelão que seriam usadas para a entrega dos produtos, balança de precisão, maizena em pó, equipamentos para misturar as substâncias e seringas.

R$ 150,00 ou R$ 80,00

Perguntado sobre o processo, o tatuador revelou que anunciava dois tipos de anabolizantes na internet. Um, mais forte, por R$ 150,00, e outro, com menor eficiência, por R$ 80,00.

Assim que realizava as venda, ele mesmo produzia as substâncias e, com etiquetas e caixas de medicamentos também comprados na internet, os embalava e despachava por meio dos Correios. 

Diante do flagrante, Victor foi levado para a sede da DIG e apresentado ao delegado Luiz Eduardo Lino de Souza, que o indiciou pelo crime de falsificação, corrupção, adulteração de produtos terapêuticos e medicinais. Em seguida, o tatuador foi recolhido à Cadeia Pública de Santos, anexa ao 5º DP do Município. 

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