Suzane von Richthofen e Ana Carolina Jatobá saem da prisão para feriado da Páscoa

A Justiça antecipou a saída para evitar a proximidade com outro período do benefício, o Dia das Mães

08/03/2018 - 15:39 - Atualizado em 08/03/2018 - 15:44

Ana Carolina Jatobá e Susane von Richthofen saíram
 da prisão na manhã desta quinta-feira

Duas presas famosas, Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais, e Ana Carolina Jatobá, com condenação a 26 anos e 8 meses pela morte da enteada de 5 anos, estão temporariamente em liberdade desde a manhã desta quinta-feira, 8. Cumprindo penas em regime semiaberto, elas foram beneficiadas pela antecipação da saída temporária para a comemoração da Páscoa e deixaram a Penitenciária Feminina de Tremembé, no interior de São Paulo. As duas saíram quase ao mesmo tempo da prisão e devem retornar na segunda-feira (12).

Embora o domingo de Páscoa caia no dia 1º de abril, a Justiça antecipou a saída para evitar a proximidade com outro período do benefício, o Dia das Mães. Suzane era aguardada pelo companheiro Rogério Olberg, na saída do presídio e seguiu com ele, de carro para Angatuba, no interior. Ela se beneficia das saídas temporárias desde a Páscoa de 2016.

A Defensoria Pública de Taubaté aguarda decisão da Justiça sobre a progressão da detenta para o regime aberto, o que implicaria em sua saída da prisão para cumprir o resto da pena em liberdade. Seu defensor alega que ela já cumpriu um sexto da pena. O Ministério Público pediu que ela seja submetida a uma avaliação psicológica - o teste de Rorschach, também conhecido como "teste do borrão" -, mas a Justiça negou. A promotoria entrou com recurso, que pode ser julgado a qualquer momento.

Ana Carolina era esperada pelo pai na saída do presídio. Ela também está na expectativa de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o pedido de redução de pena feito pelo seu advogado, Roberto Podval. O pedido é extensivo a seu marido, Alexandre Nardoni - ambos são acusados da morte da menina Isabella Nardoni, filha dele, em 2008. O advogado alega que as penas aplicadas ao casal foram exageradas em razão da repercussão dada ao caso pela mídia e pelo forte clamor social. O julgamento não tem data marcada.

 

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