Rota descobre plantação de maconha dentro de casa em Itanhaém

Após denúncia anônima, 160 pés foram recolhidos de um imóvel na Rua Amazonas

20/06/2018 - 15:49 - Atualizado em 20/06/2018 - 16:12

Imóvel tinha estufa para manter
os pés de maconha (Foto: Divulgação)

Cento e sessenta e um pés de maconha foram recolhidos por policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) em uma casa, em Itanhaém, às 17 horas de terça-feira (19). Um morador do local foi preso.

O imóvel fica na Rua Amazonas, no Balneário Gaivota. Os vasos de maconha estavam em um dos quartos, no quintal e no sótão. Thiago Barros Mello de Jesus, de 38 anos, é o responsável pela plantação.

Segundo o subtenente Denilson Machado, a Rota recebeu denúncia anônima sobre o cultivo agrícola ilegal e uma equipe veio de São Paulo para checar a veracidade da informação. O acusado foi quem atendeu os policiais na porta, admitindo a plantação de maconha.

A sofisticação da lavoura doméstica chamou a atenção. O subtenente Machado contou que os pés de maconha se desenvolviam em uma estufa dotada de lâmpadas e ventiladores. Thiago utilizava um termômetro para monitorar as condições ideais para o crescimento das plantas.

Além dos vasos, os PMs apreenderam um caderno espiral pequeno com anotações supostamente relacionadas ao tráfico de drogas, a quantia de R$ 177,00 e um celular Samsung. Pesquisa do IMEI (número de identificação do aparelho) revelou que o celular é produto de furto.



Thiago foi conduzido à Delegacia Seccional de Itanhaém. O delegado Luiz Carlos Vieira o autuou em flagrante por cultivar planta que se constitui em matéria-prima para a produção de drogas, determinando a sua remoção à cadeia. O crime é punível com reclusão de cinco a 15 anos, mesma pena do tráfico.

De acordo com o delegado, “o contexto fático revela que as plantas cultivadas teriam o destino da preparação de drogas (maconha) para a traficância e não para o consumo pessoal”. Vieira justificou esse entendimento em razão da grande quantidade de pés de maconha, das condições do local onde eles eram cultivados e do caderno com a suposta contabilidade do tráfico.

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