Rota participa de megaoperação contra o tráfico de drogas

Operação Praia Limpa é realizada em quatro municípios; drogas e armas já foram apreendidas

07/03/2018 - 12:59 - Atualizado em 07/03/2018 - 14:50

Operação está concentrada em cinco comunidades da região (Foto: Divulgação)

Uma megaoperação contra o tráfico de drogas, com o apoio de 350 policiais da Rota, do Comando de Operações Especiais e do Canil da Polícia Militar, é realizada em quatro cidades da Baixada Santista nesta quarta-feira (7). Na operação, batizada de Praia Limpa e iniciada ainda durante a madrugada, foram apreendidas grande quantidade de drogas, além de armamentos, coletes à prova de balas, munições e radiocomunicadores. 

Os trabalhos estão concentrados nas comunidades do Sambaiatuba (São Vicente), Rádio Clube (Santos), Morro do Macaco e Vila Baiana (Guarujá) e Vila dos Pescadores (Cubatão). Nos quatro municípios, foram aprendidas grande quantidade de entorpecentes. 

Em São Vicente, um laboratório de drogas também foi descoberto. No local, foram apreendidos 25 kg de pasta base de cocaína. Na Cidade, um suspeito, ainda não identificado, morreu durante uma troca de tiros. Já em Cubatão, outros dois indivíduos foram presos com drogas e armas. 

A operação deverá se estender até o final da tarde, quando um balanço será divulgado à imprensa. O objetivo é auxiliar o policiamento local a combater o crime organizado.   

Cerca de 350 policiais da Rota e do COE desceram a serra para participar da ação (Foto: Carlos Nogueira/AT)

Precaução  

Em entrevista coletiva, o secretário de Segurança Pública, Mágino Alves Filho afirmou que a operação na Baixada Santista é realizada apenas por precaução e não teria relação com a migração de criminosos do Rio de Janeiro para o Litoral. 

Segundo o secretário, desde 1992, são realizadas operações militares no Rio de Janeiro, tanto na Cidade quanto no Estado e, em nenhum momento foi registrada a migração de integrantes de facções criminosos do Rio para o estado de São Paulo. 

“Nós, como gestores de Segurança Pública, temos a obrigação de proteger a população. Por isso, iremos fazer quantas operações forem necessárias, para mostrar que em São Paulo não vamos admitir esse tipo de migração de criminosos”.  

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