Polícia tenta identificar responsáveis pela morte de menino ferido por linha com cerol

Caso ocorreu na noite da última sexta-feira, no Rádio Clube; vítima tinha 7 anos

24/06/2018 - 07:23 - Atualizado em 24/06/2018 - 07:28

Velório do garoto ocorreu neste sábado, no Cemitério da Areia Branca (Foto: Nirley Sena/AT)

Câmeras de monitoramento poderão auxiliar a polícia a identificar o responsável pela morte do menino Jefferson Matheus Duarte, de 7 anos, atingido no pescoço, na última sexta-feira (22), por uma linha de pipa com cerol, no Rádio Clube, na Zona Noroeste de Santos. O corpo do garoto foi enterrado neste sábado (23), no Cemitério da Areia Branca, sob forte emoção.  

O caso ocorreu no início da noite, entre as ruas Mestre Tomás e Sancho de Barros Pimentel Sobrinho. Os primeiros relatos de testemunhas apontam que o garoto estava brincando com amigos quando correu em direção a uma pipa que estava em queda. A linha – que também pode ser a chamada chilena, um tipo quatro vezes mais cortante que o cerol – teria se emaranhado em um carro e atingido a vítima fatalmente. 

Há outra hipótese levantada: a linha seria da pipa de algum dos meninos nas proximidades e, em razão de um movimento brusco, acabou ferindo Jefferson. 

A família do menor ficou sabendo do acidente após um de seus colegas ter batido à porta, relatando o caso. A mãe ainda encontrou o garoto com vida, no chão. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestou os primeiros socorros na calçada, mas o quadro já era considerado grave, devido ao corte na traqueia. O estudante foi encaminhado ao Pronto-Socorro da Zona Noroeste, onde morreu. 

Lembrança 

Neste sábado, os familiares do menino ainda estavam perplexos com o caso. “Estamos muito abalados. Ele era uma criança feliz, se dava bem com todo mundo. Vai fazer muita falta”, lamentou a avó Eliana Duarte. “Tinha uma personalidade alegre, bom em tudo o que fazia. Era querido por todo mundo no bairro”. 

Ela afirma que a família vai demorar para assimilar a ausência de Jefferson. “A gente nunca espera que algo assim aconteça. Quem pode imaginar que um menino sai para brincar e não vai voltar?”.

O tio do garoto, Cauê Felipe Duarte, teve que tratar dos trâmites burocráticos do velório e do enterro em meio à dor. “A família está acabada. Ele não era só a alegria da casa, mas do bairro. Era muito extrovertido, fazia amizade fácil”.

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