Polícia frustra reunião do PCC em Itanhaém e três são presos

Um dos capturados era procurado pela Justiça por roubo. Outro portava cédulas falsas de real

16/08/2018 - 07:19 - Atualizado em 16/08/2018 - 07:59

Simulacros de notas de R$ 50 e R$ 100 estavam com Sandro (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

A Polícia Civil frustrou uma reunião de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) que seria realizada em Itanhaém e prendeu três deles, um dos quais condenado da Justiça por roubo. Com outro havia 18 cédulas de reais falsas.

Os detidos são Sandro de Araújo, o Pirata, de 31 anos; Patrícia Gimenez Zocchio, a Iracneia, de 28, e Demétrio Silva de Souza, de 40. Para ocultar a sua condição de condenado e procurado da Justiça, este último se identificou com nome falso.

Sob o comando do delegado Bruno Mateo Lázaro e do investigador Wendel Oliveira Santos, da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Itanhaém, os policiais José Sobrinho e Antônio Fernandes Santos apuraram que haveria uma reunião de membros do PCC no Jardim Jamaica, naquela Cidade.

Entre outros assuntos, os marginais discutiriam prejuízos da facção com recentes prisões de integrantes e apreensões de drogas. O encontro foi marcado para segunda-feira à noite, em uma casa na Rua Sheila. Por meio de investigações, apurou-se que a reunião foi convocada por Pirata e Iracneia, cujos nomes ainda eram ignorados pelos policiais.

No momento em que os acusados entravam na residência, a equipe da Dise entrou em ação. Sandro tentou fugir para um matagal nas imediações, mas foi alcançado. Além de um celular, ele portava seis notas de R$ 100 e 12 de R$ 50, todas falsas. Com a sua captura, os policiais descobriram que ele é o** Pirata.

Dona do imóvel onde ocorreria a reunião, Patrícia era conhecida entre os comparsas pelo apelido de Iracneia. Ela portava dois celulares, que também foram apreendidos e serão periciados. O exame dos aparelhos objetiva obter provas de delitos cometidos pela facção e identificar outros criminosos.

Pirata também mora em Itanhaém, mas o terceiro capturado, Demétrio Silva de Souza, reside no Brás, bairro da região central de São Paulo. Forneceu nome falso, mas os investigadores obtiveram a sua verdadeira identidade por meio do confronto de impressões digitais. Condenado por roubo, ele também teve apreendido um celular.

O delegado Bruno Lázaro autuou o trio por organização criminosa. Pirata ainda foi enquadrado no delito de moeda falsa. Em relação a Demétrio, a ele também lhe foi atribuído o crime de falsa identidade.

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