Veterinário tinha laboratório de drogas em Santos

Imóvel no Marapé pertence a homem preso no Paraná por cultivar mil pés de maconha em chácara

14/08/2018 - 07:50 - Atualizado em 14/08/2018 - 10:40

Materiais apreendidos normalmente são usados em cultivo de maconha (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Preso em uma chácara em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (PR), na qual havia uma plantação de maconha com cerca de mil pés, o veterinário William Gonçalves Santos guardava em sua casa, em Santos, grande quantidade de equipamentos para o cultivo doméstico da droga.

Este imóvel fica na Rua Alfredo Albertini, 81, no Marapé. Com o respaldo de mandado de busca e apreensão expedido pela juíza Daniele Miola, da Vara Criminal de Pinhais, policiais da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Santos o revistaram.

Na mesma ordem judicial constava outro endereço para ser revistado: o do apartamento da mãe do veterinário, na Rua João Caetano, também no Marapé, mas neste local nada de irregular foi encontrado.

Após a prisão de William na chácara de Pinhais, a Polícia Civil daquela cidade descobriu os endereços dele em Santos e requereu à Justiça autorização para revistá-los. A Dise de Santos foi acionada para cumprir a ordem judicial.

O promotor Alan de Souza, de Pinhais, se manifestou favorável aos pedidos de busca e ainda recomendou urgência na realização da diligência, porque o acusado “pode ter ordenado a destruição de provas e drogas existentes contra ele nos referidos imóveis”.

A magistrada concordou com a solicitação da Polícia Civil, autorizando a revista no apartamento e na casa do Marapé, “a fim de serem localizados armas, munições, maquinários relacionados à produção e comercialização de substâncias entorpecentes”.

Ex-mulher abre casa

Inicialmente, a equipe da Dise foi ao apartamento da mãe do veterinário. Depois, seguiu à casa da Alfredo Albertini, onde Wilson residia quando era casado. Esta moradia se encontrava fechada e desabitada, embora nela estivessem 12 cães.

A mãe de William disse que a chave da casa estava com a ex-nora, contatada por telefone pelos investigadores da Dise. A mulher compareceu ao imóvel e o abriu para que fosse examinado pelos investigadores. Em um dos quartos, dentro de caixas, vários materiais destinados ao cultivo de maconha foram achados.

Os policiais recolheram 81 lâmpadas, 38 reatores, manta aquecedora, três vaporizadores eletrônicos, 23 frascos de vidro, mangueira de silicone, filtro d’água, bomba a vácuo, duas válvulas, termômetro e outros objetos. A ex-mulher do veterinário afirmou saber do envolvimento de William com a produção de entorpecentes, sendo este o motivo da separação do casal.

Suborno

A prisão de William ocorreu de modo casual, no último dia 21 de julho. Após o roubo de um celular, policiais militares foram informados que o rastreador por GPS do aparelho indicava que ele fora levado para uma região de condomínios fechados no bairro Alphaville, em Pinhais.

Durante a checagem da localização do aparelho, os PMs sentiram forte odor de maconha exalando de uma chácara e ali se depararam com a plantação ilícita. No local havia laboratório e estufas para que a erva crescesse rápido.

William estava na chácara com mais um homem e uma mulher, que também foram presos. Segundo os PMs, o trio lhes ofereceu R$ 100 mil e um carro para não ser detido, razão pela qual os acusados foram autuados em flagrante por tráfico e corrupção ativa.

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