Polícia apura furto de água em colônia de férias, em Mongaguá

Técnicos da Sabesp notaram um arame no interior do relógio marcador, que o impedia de funcionar

08/03/2018 - 20:41 - Atualizado em 08/03/2018 - 21:15

Um arame foi colocado na relógio da colônia
(Foto: Reprodução Google Maps)

Um pedaço de arame colocado no interior do relógio marcador de água de uma colônia de férias, em Mongaguá, não registrava o consumo e foi descoberto quarta-feira (7) por dois técnicos da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

A delegada Alessandra A. Tiritan de Souza, da Delegacia de Mongaguá, registrou o caso. Inquérito policial será instaurado para apurar a autoria e demais circunstâncias do suposto furto de água. Para isso, aguarda-se laudo pericial do Instituto de Criminalística (IC) e relatório da Sabesp.

Por meio do estudo comparativo do consumo mensal médio da colônia de férias, a companhia tentará apurar/estimar a quantidade de água consumida e não contabilizada, bem como identificar o período durante o qual a fraude ocorreu.

Um dos funcionários da Sabesp explicou que um leiturista da empresa passou na colônia de férias no dia 5 de fevereiro e constatou que o relógio estava “parado”, bem como o consumo de água era “zero”.

Diante desse fato, na quarta-feira, dois técnicos da Sabesp compareceram na colônia, na Avenida das Sereias, 10.780, no Balneário Itaguaí, e confirmaram o relato do leiturista.

Em seguida, os técnicos acionaram a Polícia Miliar e, na presença de policiais e do caseiro da colônia, retiraram o lacre do hidrômetro e verificaram que nele havia um pedaço de arame para impedir o registro da água que por ele passava.

Propriedade

A colônia possui piscina e ostenta em sua fachada o nome do Sindicato dos Empregados no Comércio de Osasco e Região (Secor), mas teria sido vendida em 2013 para a União Nacional dos Servidores Públicos Civis do Brasil (UNSP), com sede em Belo Horizonte, segundo informou o caseiro.

Porém, ainda conforme o caseiro, as contas de luz e de água ainda são emitidas em nome do Secor. Nos sites desta entidade e da UNSP há referência à colônia de férias de Mongaguá. A Tribuna entrou em contato com ambas por meio e-mail, mas não obteve resposta.

Veja Mais