PM reformado reage a assalto e mata bandido em rodovia de Cubatão

A tentativa de roubo ocorreu na Rodovia Padre Manuel da Nóbrega, na altura da Vila Esperança

19/09/2017 - 08:20 - Atualizado em 19/09/2017 - 08:26

Caio Dias Silva, de 18 anos, foi morto a tiros ao tentar assaltar um policial militar reformado, domingo (10) à noite, na Rodovia Padre Manuel da Nóbrega, em Cubatão. A vítima foi baleada, mas conseguiu reagir e atingir o rapaz.

Com 60 anos de idade, o policial militar estava sozinho em seu carro, que ficou parado no km 273 da pista sentido Cubatão-Praia Grande, na altura da Vila Esperança, devido ao congestionamento.

Caio e um comparsa não identificado se aproximaram armados do veículo, ambos pelo lado do motorista, e anunciaram assalto. A vítima estava com uma pistola calibre 380 perto do freio de mão e a pegou para se defender.

Os marginais perceberam e atiraram na vítima, que revidou o disparo. Os ladrões fugiram correndo em direção à Vila dos Pescadores, sem consumar o roubo. O policial foi socorrido pelo motorista de outro carro, que o levou ao Pronto-Socorro Humaitá, na Área Continental de São Vicente.

A vítima foi baleada no ombro esquerdo e a bala ficou alojada perto do pulmão. Policiais militares compareceram ao PS Humaitá para apurar detalhes do caso e ela lhes disse acreditar ter atingido, pelo menos, um dos ladrões.

Momentos depois, os PMs receberam informação de que um jovem baleado dera entrada no Hospital Modelo de Cubatão, socorrido por moradores da Vila Esperança. Identificado como Caio, o rapaz morreu logo em seguida e o policial reformado não teve dúvidas de reconhecê-lo, por meio de fotografia, como um dos participantes da tentativa de assalto.

A vítima apenas não soube afirmar se Caio foi quem o baleou, porque estava escuro e tudo foi muito rápido. A pistola usada pelo policial militar reformado está registrada em seu nome e foi apreendida para ser periciada.

Ônibus incendiado

Também na noite de domingo, dois marginais armados, de capacete e ocupando uma moto renderam o motorista de um ônibus, em Cubatão. O motorista estava parado no ponto final aguardando o momento de iniciar mais uma viagem.

 

O ocupante da garupa assumiu o volante do coletivo e o roubou, dizendo que o objetivo era incendiá-lo. O piloto da moto, cuja placa não foi anotada, fez a escolta do ônibus. O motorista não foi levado.

Não demorou muito, a Polícia Militar recebeu informação de que marginais tentavam atear fogo em um ônibus na Avenida Principal, na Vila Esperança, e para lá se dirigiram. Os criminosos fugiram antes da chegada dos PMs e o veículo foi recuperado intacto.

A suspeita é a de que o roubo do coletivo tenha relação com a morte de Caio. Neste caso, o incêndio do ônibus seria uma retaliação de criminosos da Vila Esperança com o episódio envolvendo o rapaz na mesma data. 

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